Estrangeiros, crédito e agronegócio em alta

Agronegócio

Estrangeiros, crédito e agronegócio em alta

Investimento, empréstimos e vendas ao exterior se somam como fatores positivos na recuperação econômica
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Entre janeiro e maio deste ano, os estrangeiros aplicaram no Brasil (investimento produtivo) a segunda maior cifra da década para esse período: US$ 11,2 bilhões. Em outro setor da economia, a demanda do consumidor por crédito cresceu em junho pelo quarto mês seguido consecutivo no país, refletindo a melhora nos prazos e nos custos dos financiamentos para as pessoas físicas. Além disso, a balança comercial do agronegócio registrou, em junho, superávit de US$ 6,6 bilhões, o melhor resultado do ano, segundo o Ministério da Agricultura.

As três informações, isoladas, pouco dizem. Juntas, entretanto, reforçam a tese de que o Brasil está mesmo se recuperando da crise econômica, embora não se justifique otimismo exagerado. Investimento produtivo garante empregos e renda a longo prazo. A ampliação do crédito mostra que aos poucos a roda da economia (dinheiro circulando) volta a girar. Finalmente, uma boa balança do agronegócio favorece a entrada de dólares no país, ajuda a conter a cotação da moeda norte-americana, o que é bom para a redução da inflação e da taxa básica de juros. São efeitos que beneficiam o crescimento da produção (leia mais na página 15).

O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito subiu 4% em junho, ante maio, mostrando que as condições estão mais favoráveis do que no início do quarto trimestre de 2008, no pior momento da crise financeira global. Na comparação com o mesmo período de 2008, contudo, houve queda de 1,2%. A baixa renda foi o segmento em que a procura por recursos a prazo mais aumentou no período, quando comparada a maio. A demanda subiu 5,2% sobre esse mês na faixa dos consumidores com rendimento até R$ 500, seguida de perto pela classe de renda mensal entre R$ 500 e R$ 1.000 (alta de 4,9%).

O grande potencial do mercado consumidor brasileiro virou alvo do Investimento Estrangeiro Direto (IED), enquanto o investimento total na economia do país encolheu entre janeiro e maio, observa o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima. Ele destaca que os recursos equivalem ao volume total que entrou no país nos cinco primeiros meses de 1999, um ano de privatizações que atraiu grandes quantias de capital externo.

A balança comercial do agronegócio foi impulsionada pelo aumento dos embarques dos complexos soja (48,9%) e sucroalcooleiro (21,6%) e de fumo e seus produtos (54%).


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