Estratégias ajudam a combater Mal do Panamá
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Imagem: Marcel Oliveira
BANANICULTURA

Estratégias ajudam a combater Mal do Panamá

Doença fúngica está disseminada em todas as regiões produtoras de banana do mundo
Por: -Eliza Maliszewski

O Mal do Panamá é causado pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. e tem potencial de causar até 100% de perdas no bananal. O Brasil tem diversas variedades suscetíveis a doença como a banana-maçã, onde o prejuízo pode ser total e a prata, onde os danos podem chegar a 20%.

O fungo de solo está presente em todo mundo podendo causar amarelhecimento, murcha, manchas vermelhas e até morte da planta. As principais formas de disseminação são o contato das raízes de plantas sadias com plantas doentes, pelo uso de material de plantio infectado ferramentas de desbaste transportando solo contaminado. O fungo também é disseminado por água de irrigação, de drenagem e de inundação, assim como pelo homem, por animais, pela movimentação de solo. 

Adubação e cultivares

Para o pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Urussanga (SC), Mauro Bonfim, uma das melhores formas de combater a doença é fazer uma adubação equilibrada do solo, que favorece a redução da incidência da doença no campo. “Equilibrar nutrientes como cálcio, potássio e magnésio favorecem a redução da incidência, assim como manter o pH próximo a neutralidade”, destaca.

Outra medida é o uso de cultivares resistentes a doença. Já existem duas variedades do mercado: a BRS Platina e a BRS SCS Belluna. “O fungo tem controle difícil ao desenvolver estruturas de resistência, então as cultivares podem ajudar. No entanto essas cultivares não são tão desejadas pelo consumidor em termos de sabor então produtores preferem não plantá-las”, explica o pesquisador.

Em alerta

O Brasil está em alerta para evitar a entrada de mais uma variedade de fungo que causa o Mal do Panamá: a raça 4 tropical (RT4) de Fusarium oxysporum f. sp. cubense. Um foco suspeito da praga quarentenária foi descoberto na Colômbia e autoridades sanitárias brasileiras fazem a proteção da fronteira.

A raça 4 nunca foi identificada no Brasil e é considerada a maior praga da banananicultura mundial, sendo uma variação mais agressiva do Mal do Panamá. A entrada dessa praga no país pode afetar até 90% das variedades de bananas cultivadas atualmente.


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