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Estudo mostra eficácia dos ingredientes ativos Abamectina e Etoxazole sobre o ácaro rajado

Os três produtos, diz a consultoria, foram aplicados sob condições idênticas de clima e infestação da praga


Ensaio conduzido por consultores aponta desempenho superior desses compostos em todos os estágios de desenvolvimento da praga
 
Sediada na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), uma importante fronteira agrícola do algodão, a empresa Milton Ide Consultoria concluiu recentemente estudos a campo em torno do controle do ácaro rajado (Tetranychus urticae) na cultura. A presença do ácaro rajado nas lavouras daquela região, segundo a consultoria, tem sido crescente. Ao mesmo tempo, avalia a empresa, o controle da praga vem sendo dificultado pela redução da eficiência observada em um grupo de inseticidas-acaricidas específicos.
 
O principal objetivo do experimento liderado pela Milton Ide Consultoria, de acordo com a empresa, foi observar efeitos da utilização de diferentes ingredientes ativos no controle do ácaro rajado do algodoeiro. O ensaio, acrescenta a consultoria, teve duração de 35 dias e começou logo após o diagnóstico da presença da praga em lavouras experimentais montadas no munícipio baiano.
 
A consultoria informa que o experimento contemplou duas aplicações de Abamectina e Etoxazole nesse período, bem como comparou o resultado da ação desses produtos à do inseticida-acaricida à base de diafenturion. Os três produtos, diz a consultoria, foram aplicados sob condições idênticas de clima e infestação da praga.
 
De acordo com a Milton Ide Consultoria, nas lavouras de Luís Eduardo Magalhães o tratamento com emprego de Abamectina e Etoxazole apresentou controle superior do ácaro rajado, em todos os estágios de desenvolvimento da praga. Os agroquímicos, salienta a consultoria, agiram com êxito sobre ovos, ninfas e ácaros adultos.
 
No Brasil, a empresa australiana Nufarm distribui os ingredientes ativos Abamectina e Etoxazole com as marcas comerciais Abamex® e Smite®, respectivamente.
 
Ainda segundo a Milton Ide Consultoria, o ácaro rajado constitui uma praga de relevância agrícola e econômica para o produtor de algodão. O inseto, pequeno, apresenta coloração amarelada com manchas escuras no dorso. As fêmeas, informa a consultoria, depositam seus ovos nas folhas do algodoeiro.
 
Cada fêmea do ácaro rajado, de acordo com a Milton Ide Consultoria, tem capacidade para depositar mais de 100 ovos e a altas temperaturas mais de 6 milhões de ácaros podem surgir rapidamente em uma lavoura. O ataque da praga ‘endurece’ a folha do algodão até levá-la à queda.
 
Especialistas e autores de trabalhos acadêmicos enfatizam que se não controlado adequadamente o ácaro rajado é capaz de provocar perdas de produtividade superiores a 50% em uma lavoura de algodão.

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