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EUA: Mercado “penaliza” alimentos à base de grãos em 2025

No recorte de cinco anos, o desempenho negativo chama ainda mais atenção


No recorte de cinco anos, o desempenho negativo chama ainda mais atenção No recorte de cinco anos, o desempenho negativo chama ainda mais atenção - Foto: Sheila Flores

As empresas de alimentos à base de grãos com ações negociadas em bolsa atravessaram um período prolongado de dificuldades, refletido tanto nos resultados financeiros quanto no comportamento das ações. Em 2025, o setor registrou um desempenho negativo pelo terceiro ano consecutivo, algo sem precedentes na série histórica recente, em um cenário marcado por margens pressionadas, vendas fracas e forte contraste com a valorização dos principais índices do mercado acionário.

O Índice de Ações de Alimentos à Base de Grãos encerrou 2025 aos 25.415,71 pontos, com queda de 9,7%, resultado apenas ligeiramente melhor do que o observado em 2024 e inferior ao recuo registrado em 2023. O desempenho ficou muito abaixo dos índices amplos, impulsionados por empresas ligadas à inteligência artificial, pela resiliência da economia dos Estados Unidos e pela expectativa de cortes adicionais nas taxas de juros. Enquanto o índice do setor acumulava perdas, o Dow Jones, o Nasdaq e o S&P 500 apresentaram ganhos expressivos no mesmo período.

No recorte de cinco anos, o desempenho negativo chama ainda mais atenção. Entre o fim de 2020 e 2025, o índice do setor recuou 9%, diferença de 96 pontos percentuais em relação à alta acumulada do S&P 500. Mesmo em anos de forte assimetria entre setores, como no auge da bolha da internet, a distância entre os desempenhos havia sido menor.

Entre as empresas acompanhadas, apenas três registraram valorização das ações em 2025, todas ligadas ao comércio e ao processamento de commodities agrícolas. Em contraste, companhias voltadas a alimentos embalados para o consumidor concentraram as maiores quedas, refletindo desafios estruturais, revisões estratégicas, mudanças na liderança e dificuldades para equilibrar custos, volumes e margens. O ano também foi marcado por aquisições relevantes e pela saída de empresas do índice após operações de compra, reforçando um período de ajustes profundos no setor.
 

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