EUA estudam cooperação técnico-científica com a Embrapa
O projeto prevê promover o desenvolvimento de tecnologias para área de energia nos EUA para os próximos cinco anos
O papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Plano Nacional de Agroenergia, bem como seu potencial humano para atuar num programa com instituições norte-americanas surpreenderam o secretário assistente para Energia Eficiente e Renovável (EERE) dos Estados Unidos, Alexander Karsner e abriram as portas para estabelecer, a curto prazo, um grupo de trabalho para dar início às discussões sobre uma cooperação técnica entre os dois países. Este foi o saldo da reunião entre o diretor-presidente da Embrapa, Silvio Crestana, Kasner, pesquisadores brasileiros e representantes do Mapa, nesta quarta-feira (24-04), em Brasília.
O chefe da Assessoria de Relações Internacionais (ARI) da Embrapa, Washington Silva, apresentou a Kasner uma espécie de agenda com destaque para cinco pontos considerados básicos à construção de uma cooperação
técnico- científica. Silva destacou as seguintes ações: monitoramento e risco climático, zonas para colheitas energéticas (etanol e biodiesel); desenvolvimento e adaptação de variedades de cana-de-açúcar em áreas
tradicionais e novas; sistemas de produção sustentáveis e eficientes; atividades de pesquisa e desenvolvimento (que incluem temas como fixação de nitrogênio, eficiência do uso da água, equilíbrio de energia, etanol celulósico); treinamento na administração do negócio agroenergia.
A partir dos pontos apresentados pelo chefe da ARI, Kasner (responsável pela coordenação de recursos da ordem de US$1,6 bilhão para promover o desenvolvimento de tecnologias para área de energia nos Estados Unidos
para os próximos cinco anos) adiantou que vai estabelecer um grupo de estudos com especialistas norte-americanos para avaliar como poderá se dar a cooperação com a Embrapa. “A definição disso ainda depende da conversa
que ele terá na tarde desta quarta-feira com a ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff“, observa Crestana.
O secretário norte-americano cogitou, de realizar uma espécie de workshop, após definidas as equipes dos dois países. “As duas partes deverão acertar o local de um novo encontro, mas é possível que ocorra no Estado do americano do Colorado”, comenta Washington Silva. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa.