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Exportação de soja cresce no Sudoeste do PR

Após quatro meses de consecutivas quedas, as exportações paranaenses voltaram a crescer em dezembro


Após quatro meses de consecutivas quedas, as exportações paranaenses voltaram a crescer em dezembro, informou nesta quinta-feira (22) o Departamento Econômico da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). No último mês do ano, as vendas para o exterior aumentaram em 12,73% em relação a novembro. No acumulado de 2008, as exportações foram 23,43% superiores ao ano anterior, atingindo um saldo de US$ 15,247 bilhões. As importações, por sua vez, registraram um movimento de US$ 14,570 bilhões no ano, resultando em uma balança comercial superavitária de US$ 677 milhões em 2008. “Novembro foi um mês muito parado em todo o mundo, então muitas exportações que não se realizaram em novembro, acabaram acontecendo em dezembro”, diz o coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt.

Os três principais grupos de produtos exportados pelas indústrias paranaenses permaneceram como os responsáveis pelo desempenho de 2008: o complexo soja liderou o valor exportado no ano, com uma participação de 28,62% e crescimento de 60,40% em relação a 2007. Em seguida aparecem material de transportes, com 16,24% de participação e expansão de 6,29%, e carnes, com 13,23% de participação e expansão de 44,30%. O quarto principal grupo exportado pelas empresas do Paraná, madeira (participação de 5,69%), registrou a maior redução do ano na pauta de exportações: -16,51%. Dentro dos 15 principais grupos de produtos pesquisados, outros três apresentam redução nas exportações em relação a 2007: cereais (-15,18%), petróleo e derivados (-4,15%) e materiais elétricos e eletrônicos (-3,80%).

As exportações de dezembro apresentaram acréscimo em todas as categorias: produtos básicos (6,10%), manufaturados (16,30%) e semifaturados (21,29%). Quando comparados 2008 com 2007, o maior incremento foi de produtos básicos, com 36,70%, seguido de semimanufaturados (22,19%) e de manufaturados (6,59%). “Não é possível prever que as exportações se mantenham neste mesmo nível no início de 2009. O mercado ainda está muito instável”, afirma o economista.

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