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Exportações do agro renovam recordes e ampliam superávit

O agronegócio respondeu por 49% de toda a receita das exportações brasileiras


O agronegócio respondeu por 49% de toda a receita das exportações brasileiras O agronegócio respondeu por 49% de toda a receita das exportações brasileiras - Foto: Ivan Bueno/APPA

O desempenho do agronegócio brasileiro em 2025 foi marcado por resultados históricos no comércio exterior, consolidando o setor como principal gerador de divisas do país. Segundo análise setorial do Itaú BBA, as exportações alcançaram USD 169,2 bilhões no ano, superando o recorde anterior, enquanto as importações somaram USD 20,1 bilhões, também em patamar inédito, o que resultou em superávit comercial de USD 149,1 bilhões, alta de 2,8% na comparação anual.

O agronegócio respondeu por 49% de toda a receita das exportações brasileiras no período, impulsionado por volumes recordes em diversas cadeias. Os embarques de soja cresceram de forma expressiva, atingindo o maior volume da série histórica, mesmo com preços médios mais baixos. Ainda assim, a receita do complexo permaneceu robusta, com a soja em grão mantendo participação de 26% no valor total exportado pelo setor.

No caso do café, houve retração no volume exportado, mas a forte valorização dos preços internacionais garantiu faturamento recorde. O mesmo movimento de crescimento foi observado nas proteínas animais, com destaque para a carne bovina e a carne suína in natura, que registraram marcas inéditas tanto em volume quanto em receita. A carne de frango apresentou queda nos embarques in natura, reflexo do fechamento de mercados após a ocorrência de gripe aviária em maio, mas o volume total exportado, considerando também produtos industrializados e miudezas, ficou levemente acima do ano anterior.

O segmento sucroenergético enfrentou cenário menos favorável, com redução dos embarques de açúcar e etanol em função da combinação entre preços mais baixos e maior oferta global. Ainda assim, o setor manteve relevância na pauta exportadora. Outros produtos, como milho e algodão, também apresentaram crescimento de volume, reforçando a diversificação das exportações agropecuárias e o papel central do setor no equilíbrio das contas externas brasileiras.
 

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