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Exportações do Paraná crescem 5,5% e chegam a US$ 18,7 bilhões

Soja e frango impulsionam exportações do Estado


Foto: Pixabay

As exportações do Paraná somaram US$ 18,7 bilhões de janeiro a setembro de 2026, alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando o Estado vendeu US$ 17,7 bilhões ao mercado internacional. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o avanço foi impulsionado principalmente por produtos como soja, carne de frango e óleo de soja bruto.

O Paraná manteve um ritmo de exportações acima de US$ 2 bilhões por mês desde março. Julho registrou o melhor resultado do ano, com US$ 2,37 bilhões em vendas externas, seguido por agosto, com US$ 2,32 bilhões, e abril, com US$ 2,29 bilhões. Em junho, as exportações alcançaram US$ 2,20 bilhões. Setembro e maio registraram US$ 2,11 bilhões cada, enquanto março chegou a US$ 2,12 bilhões.

A soja em grão liderou a pauta exportadora paranaense, com US$ 3,9 bilhões comercializados no período. Na sequência, apareceu a carne de frango in natura, com US$ 3,3 bilhões, e o farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão.

Segundo dados divulgados pelo MDIC e levantados pelo Ipardes, os três produtos apresentaram crescimento em relação aos nove primeiros meses de 2025. As vendas de soja avançaram 6%, as de carne de frango aumentaram 25,8% e as de farelo de soja cresceram 13,3%.

A carne de frango também ampliou sua participação na pauta exportadora estadual, passando de 14,7% para 17,5%. Já a soja em grão manteve participação praticamente estável, de 20,9%, ante 20,8% no ano anterior. No caso do farelo de soja, a fatia passou de 5,4% para 5,8%.

O destaque em crescimento percentual, entretanto, ficou com o óleo de soja bruto. As exportações do produto passaram de US$ 419,5 milhões para US$ 750,5 milhões, uma alta de 78,9% na comparação anual.

Outros produtos também tiveram participação relevante nas vendas externas do Paraná. Entre eles estão papel, com US$ 694,2 milhões; máquinas de terraplanagem e perfuração, com US$ 583,1 milhões; celulose, com US$ 494,1 milhões; óleos e combustíveis, com US$ 454,8 milhões; veículos de carga, com US$ 451,5 milhões; e automóveis, com US$ 442,9 milhões. Os demais produtos somaram quase US$ 6,6 bilhões em exportações, reforçando a diversidade da pauta comercial paranaense.

O Estado foi o sexto maior exportador do Brasil no período e comercializou produtos com 208 mercados internacionais entre janeiro e setembro de 2026. Entre os destinos estão grandes economias e países com participação menor no comércio global, como Mônaco, Quirguistão e Zimbábue.

A China permaneceu como principal parceira comercial do Paraná, com compras de US$ 4,3 bilhões, equivalentes a 23,1% de todas as exportações estaduais nos nove primeiros meses do ano. A Argentina ocupou a segunda posição, com US$ 1 bilhão em compras, apesar da redução em relação ao ano anterior. Em seguida, apareceram os Estados Unidos, com US$ 840,4 milhões; a Índia, com US$ 774 milhões; e o México, com US$ 716,3 milhões.

Também tiveram destaque Irã, com US$ 570,3 milhões; Peru, com US$ 542,9 milhões; Paraguai, com US$ 526,2 milhões; Chile, com US$ 491,1 milhões; e Japão, com US$ 476,4 milhões.

Entre os dez principais mercados compradores, o Japão apresentou a maior variação positiva, com crescimento de 65,3% em relação à soma dos três primeiros trimestres de 2025. Segundo dados divulgados pelo Ipardes, o avanço foi impulsionado principalmente pela expansão dos negócios envolvendo carne de frango.

Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a conquista de novos mercados tem contribuído para o desempenho das vendas externas do Estado. “Isso explica o crescimento das exportações do Estado mesmo em um contexto mundial de crescentes barreiras tarifárias”, afirmou.

Enquanto as exportações cresceram 5,5%, as importações paranaenses avançaram 10,4% no período. As compras externas passaram de US$ 15,3 bilhões nos nove primeiros meses de 2025 para US$ 16,9 bilhões em 2026.

Mesmo com o aumento das importações, a balança comercial permaneceu favorável ao Paraná, com superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado da diferença entre os US$ 18,7 bilhões exportados e os US$ 16,9 bilhões importados.

Os adubos e fertilizantes continuaram entre os principais produtos comprados do Exterior, mas registraram redução de 10,1% no valor importado, que chegou a US$ 2,1 bilhões. Segundo os dados apresentados, a queda pode indicar uma dependência menor do mercado internacional.

Óleos e combustíveis, automóveis, autopeças e produtos químicos orgânicos também estiveram entre os itens com maior valor em dólares nas importações paranaenses.

O resultado dos nove primeiros meses de 2026 mostra crescimento das exportações, fortalecimento das vendas de alguns produtos agroindustriais e ampliação da presença paranaense em mercados internacionais. Ao mesmo tempo, o aumento das importações reduziu parte do efeito positivo sobre o saldo comercial, que permaneceu superavitário.

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