Extraída substância antimicrobiana da castanha de caju

PESQUISA BRASILEIRA

Extraída substância antimicrobiana da castanha de caju

"Há trabalhos avaliando a citotoxicidade e a utilização no combate a células cancerígenas"
Por: -Leonardo Gottems
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Pesquisadores do Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais do setor de Agroindústria Tropical da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conseguiram extrair uma substância antimicrobiana da casca da castanha de caju. Segundo os pesquisadores, cerca de 65% da composição do Líquido da Casca de Castanha de Caju (LCC) é formada por ácidos anacárdicos, uma classe de substâncias com atividade antioxidante e antimicrobiana e alguns estudos mostram potencial de ação antitumoral e antiparasitária. 

De acordo com o pesquisador da Embrapa Edy Brito as altas temperaturas utilizadas na indústria de beneficiamento de castanha de caju acabam degradando os ácidos presentes no LCC, desperdiçando sua capacidade antimicrobiana. Além disso, nas pequenas fábricas, embora não ocorra a degradação durante o processamento, as cascas, que correspondem a 70% do peso da castanha, quando não são descartadas, acabam alimentando fornalhas. “A queima é um problema, porque pode gerar gases tóxicos”, alerta o cientista. 

Ele explica que o método de quantificação e de isolamento desenvolvido na Embrapa é o primeiro passo para o aproveitamento dos ácidos anacárdicos, que atualmente não estão disponíveis no mercado. “A obtenção desses padrões de forma reprodutível é uma etapa importante para viabilizar o aproveitamento dessas substâncias em diversos fins. Os padrões desenvolvidos servirão como modelo para controle de qualidade em diferentes estudos, inclusive para possíveis futuras explorações comerciais”, completa. 

“Os primeiros registros na literatura científica relacionados a ácidos anacárdicos evidenciaram a atividade antimicrobiana desses compostos. ‘Hoje em dia há trabalhos avaliando a citotoxicidade e a utilização no combate a células cancerígenas’, diz o pesquisador Edy Brito. De acordo com ele, já existe patente para uso no controle de coccidiose em animais domésticos”, finaliza a Embrapa. 


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