Fabricante de droga contra nova gripe apoia fornecimento só ao governo

Agronegócio

Fabricante de droga contra nova gripe apoia fornecimento só ao governo

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Diretora da Roche afirma que política é adotada em todos os países.

Defensor público no Rio é contra, alegando princípio da ‘livre iniciativa’.

O laboratório Roche, que produz o Tamiflu (oseltamivir) – remédio usado no tratamento da nova gripe – informou ter sido orientado pelo Ministério da Saúde a não distribui-lo a farmácias e à rede privada. A Defensoria Pública da União estuda entrar com uma ação civil pública questionando a constitucionalidade dessa política. "Existe o princípio constitucional da livre iniciativa e o ministério não pode praticamente proibir a venda do medicamento", disse o defensor público da União no Rio, André Ordacgy.

“O ministério nunca centralizou o Tamiflu”, rebateu o diretor de Vigilância Epidemiológica da pasta, Eduardo Hage. Segundo ele, o que o governo fez foi uma grande compra em 2005, ainda sob a ameaça de uma epidemia de gripe aviária, de 9 milhões de tratamentos em pó, que estão sendo encapsulados em Farmanguinhos, laboratório da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.

No início da pandemia de gripe suína, fez uma nova compra, de 800 mil tratamentos já em forma de comprimidos, que vão chegar escalonadamente até setembro. "O medicamento não está sendo encontrado (nas farmácias e na rede particular) porque o laboratório está operando com a capacidade máxima", afirmou. A quantidade seria suficiente para garantir o tratamento de todos os brasileiros que venham a contrair o vírus influenza A (H1N1), esclareceu Hage.

Evitar corrida às farmácias

Em entrevista por e-mail, a diretora médica da Roche, Karina Fontão, que participou das negociações com o ministério, disse que a orientação para a não distribuição às farmácias e aos hospitais particulares veio do governo federal, e que a Roche concorda com a política de “evitar uma corrida desenfreada às farmácias". Ela acrescentou que essa política de priorizar o atendimento aos governos é adotada por todos os países, mas não se deve à falta de capacidade de produção e sim para evitar a automedicação.

Em nota, o ministério afirmou que "o acesso ao medicamento existe para todos os pacientes encaminhados aos centros de referência, inclusive aqueles que passaram por médicos particulares ou foram atendidos por convênios ou planos de saúde".


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