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Faeg contesta previsão de safra da Conab

A Faeg diz que a colheita está sujeita a imprevistos, e os números positivos podem não se concretizar


O levantamento divulgado nessa semana pela Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) para a safra de grãos no ciclo 2006/07 causou descontentamento dos produtores de grãos de Goiás. A pesquisa, realizada no final de março, aponta aumento de 9,5% na produção goiana do setor com relação ao período anterior. Mas o vice-presidente da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, pondera que a colheita está sujeita a imprevistos, e os números podem não se concretizar. Para o produtor, os efeitos da divulgação de previsão de safra podem ser os piores, com possibilidade do achatamento do preço das commodities e aumento de preços dos insumos.

Schreiner lembra que a prevista supersafra não deve ocorrer, já que os produtores tiveram problemas na colheita, por conta da ferrugem asiática. Segundo disse, a safrinha de milho também pode sofrer problemas, como chuva extemporânea. Mas o problema mais grave é que a divulgação dos dados faz com que o mercado preestabeleça preços abaixo do praticado. “Em alguns municípios, a saca de milho é vendida a R$ 12,3, sendo que o custo de produção está em R$15,8. Com esse anúncio, o preço pode despencar ainda mais”. Ele diz que, sem políticas de ajuste de preço, o produtor pode ter mais prejuízos e a previsão de conseguir pagar custos da produção. Uma das ações de governo que poderia frear esses prejuízos é o contrato de opção, pelo qual o governo sinaliza um preço para a compra.

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