Feijão: ICMS inviabiliza negócios
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Imagem: Ibrafe
O QUE FAZER?

Feijão: ICMS inviabiliza negócios

Indefinições sobre continuidade dos acordos que reduzem o valor do imposto a ser pago
Por: -Leonardo Gottems

Produtores no estado do Mato Grosso estão perdidos com respeito ao ICMS, aponta o Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses). “Ou paga alíquota cheia e espera ou vende sem emissão da nota fiscal. Ocorre que os produtores não querem vender sem a nota, mas ao mesmo tempo pagar o ICMS cheio inviabiliza vender”. 

O presidente do Instituto, Marcelo Lüders, destaca que o feijão no Mato Grosso está a espera da definição do governo. O problema é que alguns órgãos do estados têm servidores de férias, outros estão com Covid-19 e não definem a continuidade dos acordos que reduzem o valor do imposto a ser pago.

“Em Minas Gerais, alguns produtores dizem que continua zerado o ICMS, porém não há ainda declaração oficial sobre o assunto. O mercado continua com poucos negócios. De um lado, quem tem feijão-carioca espera por melhora com as chuvas que vêm acontecendo nas regiões produtoras”, revelou.

PREÇO NÃO CAI

Ainda de acordo com o Ibrafe, foi rápido e agora já passou o pico da safra do Paraná: “Quem esperava queda de preço do Feijão-carioca para somente então comprar, acabou frustrado. Mas já era visto. Alertamos ainda no mês de outubro que a safra seria muito pequena. O Feijão-preto também tem se mantido muito firme e, no final da semana passada, começou a subir novamente, sendo raro algum negócio abaixo de R$ 300”. 

Se as chuvas atrapalham as colheitas, comenta ele, por outro lado permitem um desenvolvimento e uma perspectiva de produtividade excelente até agora. “Pelo menos é o que reportam produtores de Goiás, de Minas Gerais e do Paraná. Durante a semana passada, a CONAB liberou seu quarto levantamento para acompanhamento da temporada 2020/21 e estima uma produção de 3,14 milhões de toneladas de Feijão, computando as três safras. Esse volume representa uma redução de 2,4% em relação à safra 2019/20. Com o fim do auxílio emergencial, mesmo com menor produção, são esperados preços em patamares elevados”, conclui.


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