Feijão carioca é visto a R$ 12 em Cuiabá e chega a valer mais que 5kg de arroz

Agronegócio

Feijão carioca é visto a R$ 12 em Cuiabá e chega a valer mais que 5kg de arroz

O pacote de um quilo de feijão carioca em Mato Grosso chega a ser encontrado nos supermercados na casa dos R$ 12,64.
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O pacote de um quilo de feijão carioca em Mato Grosso chega a ser encontrado nos supermercados na casa dos R$ 12,64. O valor chega a ser superior ao preço de um pacote de 5 quilos de arroz, que é encontrado, dependendo da marca, a partir de R$ 11,18. O preço do feijão carioca disparou nos últimos três meses em decorrência à quebra na produção de primeira safra. Somente em Mato Grosso, o recuo em relação à safra 2014/2015 47,6%. No país a retração da produção de primeira safra foi de 9%.

Em Cuiabá, é possível encontrar o feijão carioca variando entre R$ 11,47 e R$ 12,64, quanto um quilo de feijão preto na casa dos R$ 7,99 e do feijão fradinho R$ 7,19. 

A dona de casa Cristina Noronha revela que a cada vez que vai ao supermercado ou ao atacado leva um susto com o preço do feijão. “Está muito caro. Até mais caro que um pacote de cinco quilos de arroz. Estou substituindo o feijão carioca por outros tipos de feijão como o preto e fradinho, pois é um produto que não pode faltar à mesa”.

O feijão, inclusive, em maio foi considerado um dos vilões da cesta básica em Cuiabá, juntamente com a batata. Em maio, o o feijão apresentou alta de 11,56% em maio no comparativo com abril, conforme lentavamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O clima é o principal fator para o desabastecimento de feijão, principalmente a variedade carioca, no Brasil. Conforme o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em recente passagem por Cuiabá, o feijão é uma cultura que não se faz estoques regulatórios, pois é um mercado “da mão para a boca”.

“O problema climático que nós tivemos desregulou e temos feijão já com preço elevado. É uma coisa natural e não há muito que fazer. Também, é uma cultura que você não pode fazer estoques reguladores ao longo do tempo. Feijão velho ninguém quer. É duro de fazer cozimento e ele fica manchado”, pontuou Maggi.

O ministro pontua que o Governo Federal neste momento não tem nenhum estoque de feijão e mesmo que tivesse já teria se “desvencilhado” dele, pois em quatro a seis meses o produto já começa a perder suas características. 

Safra 2015/2016

O feijão possui três safras no Brasil. A primeira tem colheita entre janeiro e abril. Segundo levantamento da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), foram colhidas na primeira safra 1,030 milhão de toneladas, queda de 9% ante as 1,131 milhão de toneladas do ciclo passado. Em Mato Grosso, a retração foi de 17 mil de toneladas para 8,9 mil toneladas. 

A expectativa é que com a segunda safra a situação do desabastecimento de feijão melhore. Porém, a Conab aponta para a segunda safra no Brasil 9,6% a menos de produção, ficando em 1,022 milhões de toneladas. Já em Mato Grosso queda de 270,5 mil toneladas para 170 mil toneladas, das quais 26,7 mil toneladas deverão ser feijão carioca e 143,3 mil toneladas em feijão caupi.

Para a terceira safra de feijão as projeções apontam crescimento de 2,4% no país, atingindo 873,3 mil toneladas. Em Mato Grosso, contudo retração de 3,5% ficando em 190,2 mil toneladas. Segundo a Conab, as 190,2 mil toneladas previstas para o Estado são de feijão carioca.

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