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Fertilizante de lodo de esgoto mostra os resultados

“A expectativa é de que o estudo contribua para o incentivo e aprimoramento de políticas públicas"


Foto: Katya Ershova

Resultados preliminares da pesquisa da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP) apontam que o fertilizante organomineral feito de lodo de esgoto (FOM-LE) é uma alternativa segura e eficaz à adubação mineral, com benefícios ambientais na reciclagem de nutrientes e matéria orgânica. Isso pode economizar dinheiro para os agricultores e tem potencial para substituir fertilizantes minerais em regiões de Cerrado, melhorando a qualidade do solo.

O projeto é orientado pela professora Dra. Jussara Borges Regitano, da ESALQ/USP, e envolve os doutorandos Mayra Maniero Rodrigues e Thomás dos Santos Trentin, juntamente com o graduando Lucas Pacheco de Carvalho Oliveira. Além disso, conta com a colaboração do professor Dr. Thiago Assis Rodrigues Nogueira da UNESP/Ilha Solteira e o grupo GENAFERT, composto pelos alunos Isabella Silva Cattanio, Guilherme Nunes Carvalho Ramos e Pedro Henrique Silva. O projeto é apoiado pela Tera Nutrição Vegetal, que produz adubos orgânicos a partir de lodo de esgoto e outros resíduos orgânicos por meio da compostagem termofílica em escala industrial.

“A expectativa é de que o estudo contribua para o incentivo e aprimoramento de políticas públicas que permitam alinhar a ampliação dos serviços de tratamento e reaproveitamento do lodo de esgoto na produção desse tipo de fertilizante”, explica Fernando Carvalho Oliveira, engenheiro agrônomo e responsável técnico pelos fertilizantes da Tera Nutrição Vegetal. Oliveira também participa do andamento do estudo fornecendo apoio técnico.

A utilização de lodos oriundos do tratamento biológico de efluentes urbanos e industriais para a fabricação de adubos permite a reciclagem de nutrientes e matéria orgânica, redução de custos sobre a destinação de lodo em aterros sanitários, facilidade de transporte e distribuição a campo, além de taxas menores de aplicação. “Esses fatores proporcionam a viabilidade econômica e a ampliação da adesão de produtores rurais ao uso de fertilizantes orgânicos”, conclui o engenheiro agrônomo.

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