Fintech vai fornecer crédito a produtores de café
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Imagem: Marcel Oliveira

NOVAS FORMAS

Fintech vai fornecer crédito a produtores de café

Por meio de parceria devem ser liberados R$ 50 milhões
Por: -Eliza Maliszewski
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As fintechs são majoritariamente startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro e o uso delas pelos brasileiros cresce de forma acelerada. Em 2015 eram apenas 16% dos brasileiros que usavam o serviço. No ano passado o número atingiu cerca de 64% dos brasileiros. Entre os mais jovens, a participação é ainda maior: 72%. Com a digitalização imposta pela pandemia, em 2020, o crescimento deve ser ainda mais exponencial.

São vários os serviços oferecidos. A Culttivo, fintech de São Paulo (SP) voltada ao setor agro, tem apenas três meses de operação. O serviço é voltado para oferecer acesso simplificado ao crédito para produtores de café que tiverem seus estoques depositados em armazéns credenciados na plataforma. Só neste período já foram liberados R$ 5 milhões em crédito para produtores de café de São Paulo, Sul de Minas e do Cerrado Mineiro. O financiamento pode ser contratado 100% online.

Uma parceria entre a fintech com a também paulista Augme Capital, uma gestora independente, focada em crédito, deve movimentar mais o mercado de crédito para a cafeicultura. Serão R$ 50 milhões para compra dos créditos originados pela fintech. Além do acesso simplificado, taxas de juros baixas e inflação controlada contribuem com esse mercado.

Os Certificados de Depósito Agropecuário e Warrant Agropecuário (CDA/WAs), modalidade negociada entre as duas empresas, são  títulos considerados bastante seguros, mas ainda pouco conhecidos dos investidores brasileiros. “O produtor rural consegue utilizar o café já colhido para ampliar seu acesso a crédito, barateando seu custo de dívida; e o credor consegue investir a uma taxa atrativa, dada a segurança obtida” aponta Marcelo Urbano, diretor de investimentos da Augme Capital. 

Para Gustavo Foz, CEO da Culttivo comemora o fechamento da “Estamos muito otimistas. Esperamos em pouco mais de dois anos atingir 500 milhões de reais em crédito para a cadeia produtiva do setor cafeeiro”, destaca.


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