Fiscais federais agropecuários do MT não aderem à greve
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Agronegócio

Fiscais federais agropecuários do MT não aderem à greve

A atuação dos fiscais se dá tanto nas áreas de defesa e inspeção animal e vegetal
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Os fiscais federais agropecuários do Mato Grosso decidiram na sexta-feira (23-03), após três dias de reuniões em Brasília, deflagrar greve nacional a partir do dia 2 de maio. Se confirmada, a paralisação não atingirá Mato Grosso. A Associação dos Fiscais Agropecuários Federais de Mato Grosso (Affama/MT), em assembléia local, rejeitou a possibilidade.

O presidente da entidade, Joaquim Botaro, explica que os fiscais federais mato-grossenses acreditam que “o momento é impróprio para um protesto desta proporção”. Ele argumenta ainda que Mato Grosso não foi o único a anunciar um posicionamento contrário, outros estados também não vão ter interrompida a atividade de inspeção e fiscalização. “Estamos dando um voto de confiança ao novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, que acabou de ser empossado (ontem)”, justifica.

Até a data já aprovada em assembléia geral, a Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) – que reúne 3,1 mil fiscais -, estará em estado de alerta e à espera da retomada das negociações por parte da União, por meio do ministério.

Botaro explica ainda que, além do ‘sentimento de respeito para com o novo ministro’, Mato Grosso possui uma situação ímpar - maior grau de dificuldades para desenvolver os trabalhos – e por isso a paralisação só prejudicaria o Estado.

No caso de Mato Grosso, por exemplo, dos 98 fiscais associados à Affama/MT, apenas 67 estão na ativa e destes, cerca de 60% (40 servidores) estão envolvidos somente com o trabalho de inspeção nos frigoríficos. A Affama/MT entende que os 27 fiscais que sobram são insuficientes para desenvolver as demais atividades no Estado. Segundo Botaro, a fiscalização no Estado “vem sendo feita de forma precária”.

Depois de assembléias estaduais, cada associação levou a Brasília um posicionamento relativo à greve. “Se não houver avanço sobre tudo aquilo já exposto ao Mapa, a greve terá início e será por tempo indeterminado. Suspensão, só se as reivindicações forem atendidas”, reforça o presidente da Affama/MT.

As reivindicações do momento são as mesmas que levaram à paralisação por três semanas em novembro de 2005, como a reestruturação da categoria e o repasse do passivo aos médicos-veterinários do Mapa. Há um ano, uma nova rodada de negociações foi aberta e o indicativo de greve anunciado, mas a paralisação prevista para abril (2006) não foi consumada. “A principal reivindicação dos fiscais é a aprovação do projeto de reestruturação de carreira e salário. Eles também querem a criação de uma escola de formação de fiscais agropecuários federais e a realização de concurso público para a contratação de novos profissionais”.


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