FMI alerta para "conseqüências terríveis" da inflação dos alimentos
Ele frisou que o problema poderá também criar um desequilíbrio comercial que terá impacto sobre importantes economias desenvolvidas
Se a tendência se mantiver em países como Haiti, Egito e Filipinas, que já sofrem agitação social devido ao aumento do preço dos alimentos e à falta dos mesmos, "centenas de milhares de pessoas morrerão de fome, e crianças sofrerão de subnutrição", alertou Strauss-Kahn.
Ele deu as declarações numa entrevista coletiva após um dia de reuniões do comitê financeiro e monetário internacional (IMFC, na sigla em inglês), principal órgão consultivo do FMI, sobre a crise financeira global. Segundo ele, "vários países em desenvolvimento, especialmente países com baixo rendimento, enfrentam um forte aumento no preço dos alimentos e combustíveis, que por sua vez têm forte impacto sobre as camadas mais pobres da população".
Pouco antes, a ministra alemã para o Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, apelou a um maior controle do mercado global de biocombustível para evitar que sua expansão aumente o preço dos alimentos. "É inaceitável que a exportação dos agrocombustíveis seja uma ameaça à situação de abastecimento de pessoas que já vivem na pobreza".
Ela afirmou que o mundo precisa harmonizar seus objetivos, incluindo a mitigação das alterações climáticas, segurança alimentar e desenvolvimento social.