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Fossa biodigestora: uma solução simples e barata para o saneamento básico na zona rural


Hoje, mais de quatro milhões de propriedades rurais do país só conhecem um jeito de tratar o esgoto que sai das casas: fazendo um buraco no chão, as chamadas fossas negras, no qual é acoplado o vaso sanitário. Esse sistema, muitas vezes, contamina o lençol freático e os poços, provocando nos consumidores desta água doenças, como a diarréia, cólera, hepatite, salmonelose, entre outras.

O pesquisador Antonio Pereira de Novaes, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, descobriu uma fórmula simples de tratar o esgoto: desviou a tubulação das fossas para caixas d'água, nas quais os coliformes fecais são transformados em adubo orgânico, pelo processo de biodigestão.

O sistema de fossa séptica biodigestora é testado em uma fazenda de 200 hectares, em Jaboticabal, interior de São Paulo. O adubo orgânico, resultante do esterco humano transformado está sendo utilizado numa plantação de graviola. A diferença do pé tratado com adubo orgânico é visível em relação ao que recebeu adubo químico.

Com uma solução simples e barata (o custo para implantação do sistema de fossa biodigestora é cerca de R$ 200,00) é possível ter saneamento básico na zona rural e adubo orgânico ao mesmo tempo. Para completar, o produtor rural ainda pode ter água de qualidade para o consumo, instalando o Clorador Embrapa junto ao reservatório de água da propriedade. O Clorador permite que a água seja clorada, evitando assim, uma série de doenças.

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