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Frigorífico de Campo Grande (MS) vai dobrar capacidade de abate

A unidade terá a capacidade de abate e desossa ampliada das atuais 1.300 cabeças por dia para 3.000 cabeças diárias


A unidade do Grupo Friboi–JBS em Campo Grande terá a capacidade de abate e desossa ampliada das atuais 1.300 cabeças por dia para 3.000 cabeças diárias, até 2008, posicionando-se entre as maiores plantas do grupo no País, em capacidade de produção.

Relatório de atividades do Friboi, divulgado neste mês, confirma investimentos na ordem de R$ 389 milhões em 2006 e de R$ 364,6 milhões em 2005 para ampliação da base logística e de infra-estrutura do Friboi em todo o País. Segundo o relatório, parte deste valor foi direcionada para o início das obras, ainda no ano passado, da unidade instalada na capital sul-mato-grossense.

O cronograma do grupo prevê novos investimentos, de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, para o conclusão das obras de ampliação, iniciadas no ano passado, das unidades de Campo Grande (MS), Andradina (SP), Barra do Garça (MT) e Vilhena (RO).

O montante de recursos prevê ainda reservas para aquisições e construções de novas unidades e capital de giro; compra de novos caminhões para a transportadora; conclusão da construção da nova unidade de Santo Antônio da Posse (SP); e início dos investimentos na ampliação da capacidade de abate e desossa da unidade de Barretos (SP), que passará das atuais 1.300 cabeças por dia para 2.500 cabeças por dia.

Nos últimos três anos, segundo informações do Estadão, a política de aquisições e ampliação da capacidade produtiva adotada pelo grupo possibilitou aumento de 23% na receita bruta do Friboi. Em relatório, o grupo explica que a empresa soube acompanhar mudanças na indústria brasileira de carne bovina, impulsionada pela ampliação da participação no mercado externo.

Abertura de capital

O JBS–Friboi vai concluir, nos próximos dias, a abertura de capital que dará continuidade à estratégia de expansão do grupo. De acordo com informações do Estadão, o frigorífico, que inaugura novo setor na Bovespa, chegou fazendo barulho, uma vez que a oferta colocada no mercado deverá superar os R$ 2 bilhões, uma das maiores que a bolsa já absorveu. Além disso, a precificação sugerida para os papéis também fez os investidores acordarem para duas companhias listadas que, no momento, mais se assemelham às atividades da empresa, Sadia e Perdigão, e que estariam subavaliadas.

As ações da empresa estão programadas para chegar à Bovespa nesta quinta-feira e as conversas de mercado são de que a demanda pela operação é grande. A empresa vende, inicialmente, 200 milhões de ações ordinárias. Do total, 75%, ou 150 milhões, são papéis novos e os 50 milhões restantes pertencem ao fundo de participações ZMF, que vai reduzir sua participação de 20% para 2,4% se a operação sair completa, com os lotes extras. O fundo é controlado por pessoas da família Batista, que também é dona das demais ações do grupo.

De acordo com o prospecto preliminar divulgado pela empresa, grande parte do investimento está programada para ocorrer neste e no próximo ano. Como prioridade nos investimentos aparece a expansão, já em curso, das unidades em São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Mato Grosso do Sul.

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