Frigorífico de Capanema aumentará abatimento de aves
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Agronegócio

Frigorífico de Capanema aumentará abatimento de aves

Parceria entre Diplomata e Averama começou a abater as aves em janeiro deste ano
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Parceria entre Diplomata e Averama começou a abater as aves em janeiro deste ano

As atividades no frigorífico de Capanema foram retomadas em janeiro deste ano, após a assinatura de um contrato entre as empresas Diplomata e Averama, de Umuarama. Isso não acontecia desde dezembro de 2012 e até agora o frigorífico funciona em turno único, atendendo a região de Capanema.


Existem 136 aviários somente no município de Capanema, conforme informações da assessoria de imprensa da prefeitura, mas nem todos voltaram a fornecer as aves ao frigorífico da Diplomata devido a incertezas sobre seus pagamentos, que estão atrasados.

O secretário municipal de Agricultura, José Carlos Balzan, diz que até agora todos esperam pelas assembleias dos credores e que 100% dos avicultores ainda não receberam nada dos atrasados. Balzan ainda explica que todos têm de um a dois lotes de aves em Recuperação Judicial (RJ), ele, inclusive, tem dois.


Produtores
O secretário, que também é avicultor, continua a atender o frigorífico com até seis lotes anuais, o que representa 149 mil aves para o abate. Com dois aviários, ele consegue alojar até 23 mil aves em cada um deles. “Pagamento foi o que mais pesou”, explica Balsan, ao se referir porque nem todos os produtores voltaram a fornecer as aves para o frigorífico da cidade.

O abate na unidade de Capanema será de 60 mil aves a partir da próxima semana, ainda conforme informações da assessoria de imprensa. A Averama continua utilizando toda a estrutura da unidade de Capanema, com a diferença que, na próxima semana, as aves a serem abatidas serão todas da cidade e da região.


Relembre
A prefeita de Capanema, Lindamir Denardin, já havia declarado que a situação vivida é complicada, afinal são mais de 800 funcionários no frigorífico e 300 avicultores afetados. Os trabalhadores, inclusive, realizaram um protesto e se acamparam em frente à empresa em 2012, não permitindo que as 150 toneladas de frango deixassem o local sem que esta mercadoria fosse revertida em pagamento dos salários atrasados. Muitos trabalhadores perderam suas casas e outros passaram a sobreviver de doação.

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