CI

Fumicultor do RS protege mudas para evitar prejuízo

A Afubra recomenda que as piscinas sejam cheias e que se utilize, além do plástico, um tecido de algodão especial


Os pequenos produtores de fumo do Rio Grande do Sul também estão pagando um preço alto pelo frio e pela geada. Para não serem pegos de surpresa, preparam-se como podem contra as intempéries. No Vale do Rio Pardo, os fumicultores já começam a adotar medidas preventivas para evitar danos nas mudas dos canteiros.

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) recomenda que as piscinas sejam cheias e que se utilize, além do plástico das estufas, um tecido de algodão especial, que ajuda a manter a temperatura. Contudo, se as mudas já foram transplantadas, não há o que fazer.

O fumicultor Vanderlei Silveira seguiu as orientações e cobriu suas 30 mil mudas com duas camadas de lona mais grossa. Não posso correr riscos de perder fumo por causa do frio. O jeito é se proteger, disse. Parte das bandejas que ele tinha na lavoura foram guardadas dentro de um galpão. Acostumado a plantar tabaco, o produtor vai esperar, pelo menos, uma semana para concluir o transplante das mudas na propriedade da família em Rincão da Serra, no município de Vera Cruz.

Os efeitos do frio também podem ser sentidos no preço de comercialização dos hortigranjeiros na Capital. Em uma semana, a couve-flor apresentou aumento de valor de 68% na Ceasa. Segundo o encarregado do setor de análises e informações da Centrais de Abastecimento, Amauri Pereira, o incremento de R$ 0,25 para R$ 0,42 o molho, pode ser uma tendência dos efeitos do clima.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7