Fungicida no algodão não deve seguir só calendário
Uso de Fungicidas durante o estádio reprodutivo deve considerar risco de doenças
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O uso de Fungicidas no algodão durante o estádio reprodutivo deve considerar o risco real de doenças, as condições climáticas e o desenvolvimento da lavoura. Entre fevereiro e setembro, período em que essa fase normalmente ocorre nas principais regiões produtoras, aplicações baseadas apenas em calendário podem elevar custos ou chegar tarde demais.
No estádio reprodutivo, o fechamento das entrelinhas aumenta o sombreamento, reduz a circulação de ar e prolonga o molhamento das folhas. Esse ambiente pode favorecer doenças como mancha de ramulária, mancha alvo, ramulose e podridões de maçãs.
O impacto tende a ser maior quando a doença se instala entre o início da floração e a formação das maçãs, especialmente quando provoca desfolha ou atinge diretamente as estruturas reprodutivas.
A decisão de aplicar deve combinar monitoramento da lavoura, análise das condições climáticas, histórico da área, estádio da cultura e potencial produtivo. Inspeções semanais podem começar no pré-botão floral e ser intensificadas no início da floração.
Chuvas frequentes, orvalho prolongado e umidade relativa acima de 80% a 90% aumentam o risco de desenvolvimento das doenças. Nessas condições, aplicações preventivas ou realizadas no início da epidemia tendem a ser mais eficientes do que intervenções tardias.
No final do ciclo, novas aplicações podem apresentar retorno limitado quando restam poucas maçãs em enchimento, grande parte das folhas já está necrosada ou as condições climáticas deixam de favorecer a doença.
O manejo também deve incluir rotação de mecanismos de ação, adequação da tecnologia de aplicação e respeito às orientações de rótulo, bula, intervalo de segurança e receituário agronômico.