Grãos de soja defeituosos causam prejuízos de R$ 1 bilhão por ano

PERDAS

Grãos de soja defeituosos causam prejuízos de R$ 1 bilhão por ano

Embrapa realizou um estudo sobre a qualidade de grãos no Brasil
Por: -Aline Merladete
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A Embrapa realizou um estudo sobre a qualidade de grãos no Brasil a partir de dois atributos: teor de proteína e percentual de grãos avariados (defeituosos). O estudo foi feito em dez estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins, que juntos são responsáveis por cerca de 93% da produção nacional. O Brasil teve prejuízo de mais de R$ 1 bilhão em perdas por grãos avariados. 

Conforme o analista econômico da Embrapa, Marcelo Hirakuri, o trabalho busca introduzir a discussão sobre os aspectos relacionados à qualidade da soja para que se possa realizar a devida valoração de atributos qualitativos na comercialização. 

“No caso de grãos avariados, a perda econômica estimada alcançou um valor superior a R$ 1 bilhão, considerando o percentual da produção que excedeu o limite de 8%, a quantidade excedida e o preço da soja pago nos estados”, calcula Hirakuri. Os principais defeitos observados foram os grãos fermentados e danificados por percevejos, que responderam por 84,6% dos defeitos existentes nos grãos de soja avariados.

As menores perdas econômicas foram observadas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, uma vez que pequena parcela da soja colhida excedeu o limite tolerado. Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Tocantins tiveram perdas econômicas entre R$ 10,4 milhões e R$ 19,5 milhões.

A soja é valorizada principalmente por seu alto teor de proteína, que é superior ao de outras oleaginosas. Por isso, o grão tornou-se matéria-prima indispensável para produção de farelo proteico, utilizado principalmente na fabricação de rações para aves, suínos, bovinos e animais de pequeno porte. “A qualidade é um aspecto favorável, tanto para a indústria brasileira consumidora de soja quanto para países que importam o grão em larga escala, como é o caso da China”, explica Hirakuri.


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