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Grãos iniciam sessão atentos a dados e ao clima

A soja apresenta recuo nos contratos mais próximos em Chicago


A soja apresenta recuo nos contratos mais próximos em Chicago A soja apresenta recuo nos contratos mais próximos em Chicago - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos moderados, refletindo ajustes técnicos e a expectativa por novos dados que podem orientar as decisões de curto prazo. Segundo a TF Agroeconômica, a abertura desta terça-feira indica um ambiente de cautela nos principais grãos, com variações pontuais nos preços internacionais e no mercado doméstico.

No trigo, os contratos em Chicago operam em leve baixa, à medida que parte do prêmio de risco associado ao frio intenso em áreas produtoras dos Estados Unidos e da região do Mar Negro perde força. A competitividade do produto norte-americano é sustentada pela relação favorável entre dólar e euro, o que limita quedas mais acentuadas. No mercado físico brasileiro, o Paraná registra retração da demanda, pressionada pela entrada de trigo mais barato do Paraguai e do Rio Grande do Sul, levando os preços locais a se ajustarem à paridade da concorrência. Já no Rio Grande do Sul, onde essa concorrência é menor, a demanda segue restrita ao mercado interno e os preços acumulam leve alta no mês, apesar da queda diária.

A soja apresenta recuo nos contratos mais próximos em Chicago, em um início de semana marcado pela expectativa em torno do relatório do USDA, que deve trazer atualizações sobre produção e estoques. O óleo de soja mantém viés firme após atingir nova máxima recente, enquanto o farelo mostra estabilidade. No Brasil, os preços físicos recuam no Paraná, e as vendas dos produtores seguem atrasadas, com pouco mais de um terço da safra comprometida. Na Argentina, houve revisão positiva para a produção de girassol, ao mesmo tempo em que persiste o alerta para estresse hídrico nas lavouras de soja, o que mantém o mercado atento às previsões de chuva.

O milho opera com pequenas oscilações em Chicago, sustentado pelo ritmo das exportações dos Estados Unidos, mas ainda pressionado pela ausência de novidades sobre o uso de E-15 e pelas chuvas previstas para áreas agrícolas argentinas. No Brasil, o avanço do plantio da safrinha ganha ritmo, enquanto a colheita da safra de verão segue dentro de um compasso próximo ao observado em anos anteriores, conforme dados mais recentes de acompanhamento.
 

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