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Greenpeace vai vigiar etiquetas em transgênicos


A organização ambientalista Greenpeace anunciou sexta-feira (16-04) o início de uma campanha internacional contra os alimentos geneticamente modificados, principalmente a soja, devido a entrada em vigor do novo sistema de etiquetagem e classificação dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) da União Européia. O Greenpeace considera positivo o fato de que as novas leis da UE facilitem a rejeição destes produtos pelos consumidores. Critica, porém, que os produtos como carne, leite e ovos procedentes de animais que ingeriram alimentos ou remédios com OGMs estejam isentos dos novos requisitos de classificação.

"Como a metade da soja do mundo é geneticamente modificados, está clara a urgência de que todos saibamos o que ocorre", afirmou em um comunicado um especialista desta organização, Dan Hindsgaul.

O Greenpeace, por isso, "continuará lutando contra a soja modificada geneticamente", em lugares como Brasil, China e Europa, onde lançou uma operação para que os consumidores preocupados com esta questão informem sobre as lojas onde são vendidos produtos que contêm OGMs. A organização publicará listas em mais de 20 países da Europa, América e da região Ásia-Pacífico, com os produtos alimentícios que contêm OGMs.

Na Alemanha começaram a operar "detetives" em supermercados para verificar a etiquetagem. Em Porto Alegre, a organização publicou uma lista com produtos com e sem OGMs. Companhias como Nestlé, Unilever e Kraft se comprometeram a não usar esses organismos no mercado brasileiro.

No caso europeu, o Greenpeace pretende, com a colaboração dos consumidores, controlar de perto a situação para garantir que o mercado permaneça fechado aos OGMs.

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