GSI inaugura segunda fábrica do Brasil em Brusque (SC)
Município com economia voltada ao setor têxtil ganha agora primeiro grande representante do agronegócio
“Logo de início atuaremos com a exportação de produtos a partir de Brusque. Já temos programadas entregas na Ásia e Estados Unidos. Inauguramos hoje (ontem) – mas há um mês estamos atuando – com a fábrica que fornecerá produtos únicos no mundo. São equipamentos menores, porém mais potentes. Esta é justamente nossa intenção com a nova unidade: atuar com tecnologia de ponta”, salienta o presidente da GSI Brasil, Ingo Ernhadt.
A fábrica já está em atuação. Em agosto, deverá entregar 10 equipamentos para secagem de grãos. Em setembro, a previsão é de entregar 15. Até o final do ano, a unidade atingirá a capacidade máxima mensal que é de 45 máquinas para secagem de grãos, nesta primeira fase dos serviços. Grande parte da produção já tem como certo o mercado externo. “Ásia e Estados Unidos deverão receber já algumas máquinas produzidas em Santa Catarina”, aponta o presidente mundial do The GSI Group, Scott Clawson.
Até 2011, Brusque contará com mais uma unidade da GSI Brasil, desta vez para a fabricação de silos. Com as duas fábricas em funcionamento, a projeção de faturamento é de R$ 200 milhões em três anos em território catarinense. A parte já concluída, que diz respeito à primeira etapa da instalação, foi montada em um terreno de 52 mil metros quadrados, no Distrito Industrial do Bairro Limeira. Tem cinco mil metros quadrados de área. O outro prédio, do mesmo tamanho, será levantado nos próximos meses, totalizando investimentos de R$ 20 milhões. Já em 2008 serão gerados 120 empregos diretos com previsão de faturamento de R$ 20 milhões.
A unidade de Brusque fará sistemas pós-colheita (silos, secadores, transportadores), enquanto a fábrica na cidade gaúcha de Marau ficará com os equipamentos para confinamento de aves e suínos. No Rio Grande do Sul, a GSI investirá na instalação de um centro de tecnologia, que vai desenvolver produtos para armazenagem e equipamentos para confinamento. Inicialmente, 20% da produção catarinense serão exportados.
A tecnologia de ponta fará parte também do dia-a-dia da fábrica em Santa Catarina. De acordo com o presidente da GSI Brasil, Ingo Ernhardt, o sistema produtivo utilizado reduzirá sucata e retrabalho das peças, o que representa vantagens na disputa com concorrentes instalados no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Desta forma, a empresa planeja passar dos atuais 9% da fatia que representa no mercado brasileiro de silos e equipamentos para armazenagem de grãos para, em médio prazo, 25% e desafiar a liderança. As informações são da assessoria de imprensa da GSI.