Hidrovia Teles Pires pode reduzir custo do frete em R$ 2 bilhões por ano
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Agronegócio

Hidrovia Teles Pires pode reduzir custo do frete em R$ 2 bilhões por ano

Simpósio reuniu poder público federal e setor produtivo
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Simpósio reuniu poder público federal e setor produtivo para debater a viabilidade das hidrovias no Mato Grosso e no país

?A implantação de hidrovias em Mato Grosso foi discutida no ‘Simpósio Hidrovias do Norte de Mato Grosso’, realizado pelo Movimento Pró-Logística nesta terça (3), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Representantes de diversos órgãos federais apresentaram o que estão realizando para viabilizar este modal no estado e no país. Existem projetos no Ministério de Minas e Energia para implantar, até 2018, três hidrelétricas no Rio Tapajós - uma em São Luiz do Tapajós, uma em Jatobá e outra em Chacorão, porém sem prever a construção de eclusas. Com elas, será possível gerar energia e permitir a navegação na Hidrovia Teles Pires-Tapajós a um custo de R$ 2 bilhões, economizando para os produtores outros R$ 2 bilhões por ano em fretes.

“Finalizamos o evento com a expectativa de que estes órgãos irão trabalhar para solucionar um dos principais problemas de Mato Grosso, que é falta de alternativas para o escoamento da safra de grãos”, disse o coordenador da Comissão de Logística da Aprosoja, José Rezende.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Homero Pereira, abriu o evento e destacou que a conclusão da BR-163, vai permitir a ampliação da fronteira agrícola do país para o Norte. “Temos vistos bons preços para as commodities no mercado, mas sem os projetos de logística esta rentabilidade ficará comprometida, freando esta expansão. O setor agropecuário é quem tem mantido bons resultados econômicos para o país e precisa de atenção neste sentido”.

De acordo com o coordenador executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, o simpósio conseguiu unir as autoridades dos órgãos competentes para que haja um discurso comum em prol das hidrovias. “Tínhamos dificuldade em avançar nos estudos e na implantação das hidrovias porque cada órgão federal trabalhava isoladamente. Queremos reunir estas autoridades frequentemente para que os resultados apareçam de forma prática”, explicou.

O Brasil tem hoje cerca de 13 mil quilômetros de hidrovias sendo utilizadas regularmente. Segundo o superintendente de Navegação Interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, é possível duplicar este potencial com obras de derrocamento e dragagem nos rios. “Projetamos que, em cinco anos, poderemos dobrar o transporte por hidrovias no país com poucas interferências. E estamos otimistas com as melhorias, pois a sociedade organizada também está trabalhando para sensibilizar os governos sobre a importância destas obras”, afirmou.

O coordenador da Comissão de Logística da Aprosoja, José Rezende, destaca que a vocação do estado de Mato Grosso é transportar a produção agrícola pelos portos do Arco Norte. “As regiões Norte, Médio-Norte e parte da Oeste, que concentram 65% da produção de grãos do estado de Mato Grosso, estão mais próximas dos portos do Norte do país. Porém, com a falta de hidrovias para levar o produto até o Norte perdemos competitividade, com custos elevados de frete para transportar por rodovias até os portos do Sul, pode onde sai maior parte da nossa safra. Temos um potencial hidroviário enorme em Mato Grosso, por isso trabalhamos para viabilizar estes projetos”.

Hidrovias – No Brasil, as hidrovias transportam apenas 4% das cargas nacionais. O país tem 63 mil quilômetros de rios. Desses, 43 mil são navegáveis, mas 27,5 mil ainda não têm sido efetivamente utilizados. A hidrovia é o caminho mais barato para o escoamento da produção agrícola do país.

Atualmente, 27 eclusas são consideradas prioritárias em projetos de barragens e em barragens já construídas. Estes investimentos são orçados em aproximadamente R$ 11,6 bilhões. A construção de eclusas depois de feita a barragem é muito mais cara e complexa. O valor de uma eclusa construída junto com a obra de uma hidrelétrica representa 7% do valor total da usina. Uma eclusa feita isoladamente passa a custar 30% do valor da hidrelétrica. Portanto, o ideal é que eclusas sejam incluídas no planejamento de hidrelétricas e construídas ao mesmo tempo

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