IFC vai explorar jazida de fosfato em SC

Agronegócio

IFC vai explorar jazida de fosfato em SC

O investimento previsto é de R$ 550 milhões em três anos, com geração de 450 empregos diretos e 1.500 indiretos
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A Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), joint venture formada pelas multinacionais norte-americana Bunge Fertilizantes S.A. e a norueguesa Yara Brasil Fertilizantes S.A., firmaram na segunda-feira (31-03) protocolo de intenções com o governo de Santa Catarina para implementar um antigo projeto de exploração de jazida de fosfato em Anitápolis (SC), a 100 quilômetros de Florianópolis. A Adubos Trevo, depois adquirida pela Yara, iniciou o projeto em 1977. Hoje a IFC pretende explorar a rocha fosfática e instalar uma fábrica do fertilizante SSP, também chamado de Superfosfato Simples, através da reação entre o concentrado fosfático e o ácido sulfúrico.


O investimento previsto é de R$ 550 milhões em três anos, a partir de 2009, com geração de 450 empregos diretos e 1.500 indiretos. A previsão é de produzir cerca de 240 mil toneladas anuais de fertilizantes para a lavoura, além de 240 toneladas de ácido fosfórico. O vice-presidente de Nutrientes da Bunge, Ariosto da Riva Neto, destacou a importância estratégica do investimento para a agricultura brasileira. Segundo ele, a jazida representa 10% das reservas de fosfato que o Brasil dispõe e vai representar 2,5% do que o País consome na produção de fertilizantes para a agricultura. A exploração do fosfato no Brasil se dá principalmente em Minas Gerais, Goiás e Bahia e muitas empresas o importam da Tunísia e do Marrocos.

A IFC vai importar enxofre pelo porto de Imbituba (SC) e transportar até Anitápolis em caminhões por via rodoviária. O produto final (SSP) será transporta-do, por rodovia, até Lages (SC), distante 164 km de Anitápolis. Nesta cidade, a IFC irá construir um galpão para armazená-lo antes do embarque nos trens para distribuição, principalmente para o Sul do Brasil.


O presidente da Yara Fertilizantes, Lair Vianei Hanzen, afirma que a receita da IFC vai representar 10% no faturamento anual da empresa no Brasil, de R$ 2 bilhões. Na Bunge a participação é bem menor, disse Riva Neto sem precisar o montante.

A área da mina em Aniápolis é de 2 mil hectares e o local previsto para a instalação da unidade industrial de fabricação de fertilizantes está preparada há 20 anos. Riva Neto afirma que é uma reserva de difícil exploração e que até então não existia viabilidade econômica. "A alta cotação dos grãos e dos fertilizantes cotados no mercado internacional tornou viável o projeto", afirma o executivo da Bunge.

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, afirma que o estado ofereceu à IFC o enquadramento no Superprodec e no Proemprego. O primeiro trata de postergação e o segundo do diferimento da cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "São quatro anos discutindo projeto, o maior empreendimento industrial na região da Grande Florianópolis". De acordo com Ariosto Riva Neto, várias audiências públicas foram realizadas com a comunidade de Anitápolis e Lages e os estudos de impacto ambiental estão em andamento.

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