Implemento controla ervas daninhas resistentes
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Imagem: Germani Concenço
INOVAÇÃO

Implemento controla ervas daninhas resistentes

O implemento é composto por talhas de pés de pato chatos que trabalham superficialmente
Por: -Leonardo Gottems

Por meio de um empreendimento público privado liderado pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), foi desenhado um implemento agrícola capaz de controlar ervas daninhas resistentes, segundo o AgrofyNews. Na Argentina, foram confirmados 39 casos de ervas daninhas resistentes, entre as quais 15 têm resistência a dois ou mais herbicidas com diferentes locais de ação. 

O desenvolvimento ficou a cargo do INTA Manfredi e da empresa Agrotec. Os resultados preliminares mostraram eficácia na maioria das espécies avaliadas. Este implemento apresenta-se como uma solução para o aumento dos custos de produção e diminuição das alternativas de controle nos sistemas de semeadura direta. 

“O objetivo foi testar sua eficácia no controle de infestantes frequentes na região central de Córdoba e comparar o teor de água do solo e o rendimento da cultura da soja em parcelas com semeadura direta e com duas passadas”, explica Nicolás Boccardo , pesquisador do INTA Manfredi, Córdoba. 

O implemento é composto por talhas de pés de pato chatos que trabalham superficialmente, cortando as raízes das ervas daninhas. Isso gera uma desidratação rápida da parte aérea da planta, com remoção mínima de sujeira. 

Por outro lado, destacaram que esta ferramenta se apresenta como uma alternativa, com práticas de manejo não químico de plantas daninhas que, por sua vez, podem substituir ou complementar o uso de herbicidas, gerando uma transição para o manejo integrado de plantas daninhas. 

Para Diego Ustarroz, especialista em ervas daninhas e pesquisador do INTA Manfredi, de Córdoba, comenta que as ervas resistentes são uma das principais preocupações dos produtores, pois aumentam os custos de produção e geram incertezas. 

Do INTA comentavam que, no controle de galhos pretos e fechaduras em estágio avançado de desenvolvimento, era total com o uso do Carpitec. “Os resultados foram favoráveis, mas é preciso testar o que acontece em estados menos desenvolvidos, como as rosetas”, disse Ustarroz. 


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