Importações de lácteos recuam 74% em abril


Agronegócio

Importações de lácteos recuam 74% em abril

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Os bons preços obtidos pela pecuária leiteira durante a safra, incentivaram a produção no mercado interno e contribuíram para reduzir as importações de lácteos nos primeiros meses do ano. Em abril, por exemplo, as compras externas caíram 74% em relação ao volume adquirido em igual período do ano passado, para 5,5 mil toneladas. As compras de leite em pó, o principal item da pauta de importações do segmento, caíram 77%, para 1,7 mil toneladas, os mais baixos patamares desde novembro de 2001, quando as importações de leite em pó se situaram em 1,5 mil toneladas. Nos primeiros quatro meses de 2003, as compras de lácteos caíram 37,2%, totalizando 33,8 mil toneladas.

A menor importação está fazendo os produtores reverterem o quadro de oferta. As estimativas da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) indicam que o País poderá produzir 4% a mais do que no ano passado, chegando a 21,3 bilhões, em comparação com os 20,4 bilhões do ano passado. Para Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária Leiteira da CNA, o crescimento será possível se forem mantidas as condições atuais de negociação, ou seja, os mesmos patamares nos preços internacionais, o câmbio (em torno de R$ 3) e o valor pago ao produtor.

Os preços médios pagos ao produtor têm sido valorizados ao longo dos últimos anos. A média, que é de R$ 0,38 em cinco anos, foi elevada para R$ 0,39 nos últimos dois anos e alcançou R$ 0,42 entre abril de 2002 e março de 2003. O aumento da cotação estimulou a produção de leite no Brasil.

"Com o aumento dos preços internacionais do leite em pó, o crescimento da oferta no mercado interno e a desvalorização do real no primeiro trimestre do ano, ficou mais econômico comprar o produto no mercado interno", diz Marcelo Costa Martins, técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Na última semana de abril a cotação do leite em pó integral oscilava entre US$ 1,635 mil e US$ 1,775 mil por tonelada, contra US$ 1,2 mil em agosto do ano passado, uma valorização de 41,6% no período. Entre as importações, a maior redução, em quatro meses, ocorreu no soro de leite, com queda de 59,3%, totalizando 4,8 mil toneladas. Para o leite em pó, a queda foi de 39%, chegando a 17,9 mil toneladas no período.

Durante o mês de abril a maior redução ocorreu nas importações de leite em pó, que chegou a 77,7%, somando 1,73 mil toneladas. As compras de soro caíram 61,1%, para 1,68 mil toneladas.

Na avaliação de Alvim, o pleito de financiamento de R$ 400 milhões para a retenção de matrizes também ajudaria o setor a manter a oferta. As exportações de lácteos também foram menores nos quatro primeiros meses deste ano, atingindo a marca de 8,641 mil toneladas, uma queda de 30% na comparação com o mesmo período de 2002. "A queda das exportações ocorreu porque foi preciso suprir o mercado interno", explica Alvim.

No mês passado, as exportações de lácteos também apresentaram redução: 33%, totalizando 1,095 mil toneladas. "As projeções para este ano indicam maior equilibro no mercado interno, com condições melhores de preço, patamares maiores de produção, redução das importações e manutenção das vendas externas", diz Martins. Neste ritmo, as importações, que somaram 1,4 bilhão de litros no ano passado, devem cair 40% para 1 bilhão de litros este ano.


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