Indígenas são recrutados para colheita de maçã no Sul
São 213 vagas para indígenas atuarem na colheita de maçã no Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Foto: Funtrab
No Brasil, a safra da maçã inicia-se no final de dezembro, nas regiões mais quentes, com a colheita das cultivares de baixo requerimento de frio; e se estende até o início de maio, nas regiões mais frias. A colheita da fruta no Sul irá gerar 213 empregos para indígenas de Mato Grosso do Sul.
A Fundação do Trabalho do estado (Funtrab) disponibiliza 213 vagas para indígenas atuarem na colheita de maçã no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em todas as funções não há exigências de experiência e escolaridade, o salário oferecido é R$1.610,40, mais alojamento e alimentação.
A Fundação do Trabalho realiza essa ação desde 2015, foram cerca de 32 mil indígenas de Mato Grosso do Sul enviados para atuarem nas macieiras do Sul do Brasil, por meio de uma parceria entre Ministério Público do Trabalho (MPT), Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo de Mato Grosso do Sul (Coetrae/MS), Coletivo dos Trabalhadores Indígenas e empresários.
O trabalho desenvolvido pelos indígenas nas macieiras, de colheita, seleção e encaixotamento das maçãs ocorre entre os meses de janeiro e maio.
Esses profissionais retornam para suas famílias no final da safra com seus rendimentos que aquecem a economia local de 78 comunidades indígenas no estado.