Indústrias de rações esperam crescer 6,5%
As projeções se apoiam nas boas perspectivas das exportações de carnes
As indústrias de rações esperam crescer 6,5% em 2007, na comparação com 2006. As projeções se apoiam nas boas perspectivas das exportações do complexo carne, mas ainda paira dúvidas em relação ao desempenho da suinocultura, que representa 27% do mercado de rações do País. Até o momento, projetam expansão de vendas de 5% para esta atividade, ante os 6% realizados no ano de 2006. No primeiro trimestre deste ano, as vendas de rações para esta atividade foram de 3,4 milhões de toneladas, ante as 3,2 milhões de toneladas do mesmo período de 2006.
O problema é que há três meses a criação de suínos está comercializando o animal abaixo dos custos de produção. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Rubens Valentini, o custo de produção médio do quilo do suíno no País está em R$ 1,80, enquanto o preço do quilo do animal vivo R$ 1,50 (valor de ontem do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada,, referente à região de Campinas-SP).
Este ano, a alta dos preços das rações provocou aumento de 12% nos custos de produção da suinocultura, segundo informações do Sindirações. "Nos últimos doze meses, registramos aumento de 18% nos nossos custos de produção, principalmente por conta do preço do milho, que subiu 22% no período", conta o presidente do Sindirações, Mário Sérgio Cutait. Outros insumos que impactaram no custo da ração foram os importados, como vitaminas e aminoácidos. Juntos eles acumularam aumento real de 15% nos últimos doze meses.
A questão é que não há estimativa de baixa nesses custos, segundo Cutait, principalmente por conta da expectativa de o Brasil atender a demanda de milho dos Estados Unidos para produção de etanol. "Ainda mantemos esse percentual de 5% de expansão para a suinocultura, mas sabemos que é preciso melhorar o poder aquisitivo interno e aumentar as exportações", diz Cutait.
Valentini pontua que o problema da atividade é o preço suíno. "Atingimos este ano o menor preço registrado no ano passado. Esperamos que o valor suba, pegando carona com o aumento do preço das outras carnes ", diz.