Infestação de carrapatos nos EUA preocupa

PROBLEMA

Infestação de carrapatos nos EUA preocupa

"Como as fêmeas não precisam de casais para se reproduzir é mais fácil de espalhar a população"
Por: -Leonardo Gottems
92 acessos

Um novo estudo, publicado na revista  Emerging Infectious Diseases , revela que a população do carrapato Longhorn ( Haemaphysalis longicornis ), considerado uma praga potencialmente perigosa, é maior do que se pensava nos Estados Unidos. A razão é que, ao contrário de outras espécies locais, este carrapato, que normalmente é encontrado na grama onde o cervo pasta, é capaz de se agarrar em grandes quantidades. 

A espécie é nativa das regiões temperadas da Ásia Oriental e Central, incluindo China, Coréia e Japão, bem como certas ilhas do Pacífico, como Austrália, Nova Zelândia, Fiji e Havaí. Em agosto de 2018, o Departamento de Saúde da Cidade de Nova Iorque anunciou a descoberta dos primeiros espécimes das espécies no distrito de Staten Island, embora um ano antes se tinha encontrado alguns indivíduos em outras áreas da costa leste. 

"A preocupação é que este carrapato pode transmitir patógenos humanos e tornar as pessoas doentes", diz a pesquisadora Maria Diuk-Wasser, professora associada do Departamento de Ecologia, Evolução e Biologia Ambiental da Universidade de Columbia (EUA). 

Quando o primeiro indivíduo desta espécie foi avistado em Nova York, os especialistas acionaram o alarme para tentar impedir a propagação do carrapato, cuja principal característica é sua capacidade de se replicar rapidamente. Sob certas condições ambientais, a fêmea pode se clonar através da reprodução assexuada. Mas também tem a capacidade de se reproduzir sexualmente, colocando entre 1.000 e 2.000 ovos por vez. 

"O fato de que as populações deste carrapato são tão numerosos no sul de Staten Island fará com que o controle desta espécie seja extremamente difícil", diz Meredith Vanacker, membro do laboratório Diuk-Wasser que compilou os dados como parte de sua tese de doutorado. "Como as fêmeas não precisam de casais para se reproduzir é mais fácil de espalhar a população", acrescenta.  


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink