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Infocafé de 20/06/22

Sem referencial em N.Y. devido ao feriado de Juneteenth nos E.U.A. a semana começa com mercado lento, na BM&F a posição setembro fechou cotada à US$281,60 com -US$1,00.



Foto: Pixabay

Sem referencial em N.Y. devido ao feriado de Juneteenth nos E.U.A. a semana começa com mercado lento, na BM&F a posição setembro fechou cotada à US$281,60 com -US$1,00.

O dólar fechou novamente em alta nesta segunda-feira (20), com os investidores monitorando o noticiário político local e em busca de sinais sobre a trajetória das taxas de juros no exterior, somando-se a temores domésticos sobre o futuro da Petrobras, cujo presidente-executivo pediu demissão após reajuste de preços na semana passada. A moeda norte-americana subiu 0,85%, negociada a R$ 5,1867%. Por aqui, em meio às preocupações sobre o crescimento econômico global e à aproximação das eleições presidenciais, a incerteza sobre o futuro da Petrobras voltou aos holofotes, depois que José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente-executivo. Sua saída ocorre em meio à crescente pressão sobre a estatal, especialmente após o reajuste dos preços do diesel e da gasolina na semana passada. Coelho é o terceiro presidente da Petrobras a deixar o comando em um contexto de insatisfação do governo com a política de preços da empresa. No exterior, o foco permanece na trajetória das taxas de juros para conter a inflação e nos temores de recessão global. O feriado nos EUA (emancipação dos escravos) limita o volume das negociações nos mercados financeiros. 

O Brasil tem mantido o fluxo de importação de cargas russas de fertilizantes. Em maio, 1,073 milhão de toneladas do produto chegaram ao Brasil, conforme os dados mais recentes do Comextat (serviço de estatísticas de comércio exterior do Brasil) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, com desembolso de US$ 881,1 milhões. O volume foi 78% superior ao reportado em igual mês do ano passado, de 602,617 mil toneladas. Os números de maio eram aguardados pelo mercado, que a partir deles esperava mensurar como está o fluxo de adubos russos ao País em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia e se há comprometimento de cargas. Nos primeiros cinco meses do ano, o Brasil recebeu 3,484 milhões de toneladas de fertilizantes russos (6% mais na comparação anual) com desembolso de US$ 2,512 bilhões. O produto russo representou 23% de um total importado pelo País de 15,223 milhões de toneladas. Do montante internalizado da Rússia no ano, 1,524 milhão de toneladas foram de fertilizantes potássicos, 584,438 mil toneladas de nitrogenados e 1,376 milhão de toneladas de adubos contendo dois ou três nutrientes do complexo NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). O crescimento no volume importado é atribuído por analistas à antecipação das compras e das entregas, com produtores receosos quanto à escassez dos produtos no segundo semestre deste ano. A maior parcela do volume embarcado no mês deve ser aplicada na safra de verão 2022/23, plantada a partir de setembro no Brasil, e outra parte nas culturas perenes. O prejuízo ao abastecimento de adubo no Brasil era uma das principais preocupações do setor produtivo nacional desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano. A Rússia é o principal fornecedor destes insumos ao Brasil, respondendo por 22% do total importado anualmente pelo País, de aproximadamente 9 milhões de toneladas. 

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