Infocafé de 21/05/20

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N.Y. finalizou a quinta-feira em baixa
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N.Y. finalizou a quinta-feira em baixa, a posição julho oscilou entre a máxima de +1,10 pontos e mínima de -1,45 fechando com -0,90 pts.

A moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 1,87%, cotada a R$ 5,5811. Lá fora, os mercados reagiram mal ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China agravando as preocupações sobre o ritmo de recuperação econômica diante da crise causada pelo coronavírus, mesmo enquanto vários países flexibilizam as restrições. Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, mirou Pequim, chamando os US$ 2 bilhões de dólares que a China prometeu para combater a pandemia de "insignificantes".

Na Europa, o clima ficou negativo com os últimos dados de atividade empresarial revelando o impacto danoso da crise do coronavírus. Dados divulgados mais cedo mostraram que o efeito devastador da pandemia na economia da zona do euro diminuiu um pouco em maio depois que os bloqueios impostos para conter a propagação do vírus começaram a ser atenuados, mas ainda estava longe de marcar um crescimento. Depois de ter caído para o fundo do poço em abril, o Índice de Gerentes de Compras Composto preliminar do IHS Markit se recuperou para 30,5, contra leitura de 13,6 de abril.

 Evitar a disseminação da broca-do-café e avançar com a colheita mesmo diante da escassez de mão de obra são os principais desafios enfrentados pelos produtores de café da Colômbia no restante da safra 2020, disse o presidente da federação de cafeicultores do país. Os dois meses de quarentena devido ao coronavírus na Colômbia, maior produtora de café arábica lavado do mundo, dificultaram a busca por pessoas para realização da colheita, mesmo que agricultores estejam isentos do lockdown. A produção recuou nos quatro primeiros meses do ano por causa da falta de chuvas, que atrasou a florada. As precipitações abaixo da média também impulsionaram as infestações por brocas-do-café. "A broca tem sido e continuará sendo um fator de distorção, além de uma dor de cabeça neste ano", disse à Reuters o presidente da federação, Roberto Vélez, na noite de quarta-feira. "Com a escassez de mão de obra, certamente haverá uma maior queda de café e isso gera um potencial aumento nos níveis da broca." A federação apelou para que produtores não deixem de colher frutos maduros e não permitam que os frutos se acumulem sob os pés. Até este momento, a broca afetou cerca de 6% da safra, ante 3% no ano passado.

Os cafeicultores colombianos já enfrentavam uma persistente falta de mão de obra, à medida que os jovens se mudam para as cidades e evitam o trabalho pesado no campo. Com as medidas de restrição devido ao coronavírus, a tarefa de encontrar trabalhadores ficou ainda mais difícil. Vélez projetou que a produção de café do país deverá cair para cerca de 14 milhões de sacas de 60 quilos neste ano, após um recorde de 14,8 milhões de sacas em 2019.


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