Inseticida natural pode substituir pesticidas químicos

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Inseticida natural pode substituir pesticidas químicos

O projeto está sendo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
Por: -Leonardo Gottems
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Um inseticida natural produzido com base em plantas amazônicas pode se tornar uma nova alternativa ao controle de pragas, diminuindo o uso dos pesticidas químicos utilizados para este fim. Além de promover o combate aos insetos, o produto, que está em fase de desenvolvimento, também controlará ácaros, fungos e bactérias em plantações de frutas como o mamão, o abacaxi e o cupuaçu.  

O projeto está sendo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e pretende não causar prejuízos ao meio ambiente, aos agricultores e também aos consumidores. Nesse cenário, o coordenador do projeto e pós-doutor em Bionanotecnologia, Edgar Sanches, afirmou que os óleos essenciais extraídos das plantas e usados para fazer o biopesticida são substâncias químicas naturais e de baixíssima toxicidade. 

De acordo com ele, devido à volatilidade dessas substâncias, é preciso utilizar técnicas de nanotecnologia na sua formulação. “É aí que entra a nanotecnologia, ela permite que possamos encapsulá-los, ou seja, inseri-los dentro de uma nanopartícula feita de polímeros biodegradáveis, para protegê-los da volatilização”, explica. 

O produto funciona de uma forma em que é comparado a uma bala de goma, onde o recheio é o óleo essencial e a casca da bala é o polímero biodegradável. Sendo assim, as cascas externas feitas de polímeros biodegradáveis se rompem e liberam o óleo essencial diretamente sobre as plantas e os microrganismos. 

“Essa liberação pode ser modulada, ou seja, ela pode ser programada para que a liberação do óleo essencial aconteça durante um longo período de tempo. Essa é a liberação controlada ou liberação prolongada. Essa tecnologia faz com que a concentração do óleo essencial utilizado seja baixa, além de diminuir consideravelmente o número de reaplicações, já que o efeito é prolongado, podendo muitas vezes ser realizada apenas uma aplicação semanal”, conclui.

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