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John Deere reformula sua linha de tratores florestais

A linha de tratores florestais conhecida com a marca Timberjack, passará a adotar a marca John Deere


A marca Timberjack deixará de existir a partir do dia 1º de junho- e será substituída pela Deere. A fabricante de máquinas Deere & Co. anuncia no próximo dia 1º que sua linha de tratores florestais, conhecida com a marca Timberjack, passará a adotar a marca John Deere. O anúncio mundial será feito durante a Elmia Wood, a maior feira florestal do mundo que acontece em Jönköping, na Suécia. O símbolo do alce, característico da Timberjack e que está na fachada da empresa em Alphaville (SP), será substituído pelo do veado amarelo contra fundo verde da Deere na próxima quarta-feira.

"Já consolidamos nossa liderança em máquinas florestais e agora chegou a hora de estender a marca Deere para a linha", diz Emilio Sabetta, diretor de marketing e vendas para a América Latina da empresa. Ele não revela de quanto será o investimento mundial em marketing, mas afirma que será "o maior investimento do grupo nos últimos 10 anos". No mundo, segundo a empresa, ela detém participação de mercado de cerca de 45%.

Com o anúncio, a John Deere passa a trabalhar com uma marca única de equipamentos agrícolas e florestais.

O negócio florestal é o terceiro mais importante do grupo Deere & Co., que no ano passado US$ 19,8 bilhões no mundo. A linha florestal e de construção representou 16% do total, ou US$ 3,2 bilhões. A linha agrícola respondeu por 49% e a de jardinagem, muito forte nos Estados Unidos, por 19%.

No Brasil, a empresa é grande fornecedora para as empresas de papel e celulose, energia e madeireiras, que usam os tratores para colher árvores cultivadas em sistema de florestas plantadas. Estima-se que 70% da colheita das florestas plantadas é mecanizada; o restante é feito com motosserras.

Todo maquinário vendido aqui é importado pelas fabricantes. "Embora o Brasil seja o maior produtor mundial de papel e celulose, a demanda da América Latina ainda não justifica a instalação de uma fábrica", diz. A região responde por apenas 3% do mercado mundial de máquinas florestais.

A demanda interna é estimada de 100 a 150 máquinas por ano, o equivalente a US$ 75 milhões, com perspectiva de crescimento. A instalação da primeira fábrica da Veracel Celulose - parceria da Aracruz com a Stora Enso - na Bahia, por exemplo, pode gerar uma demanda de até 80 equipamentos quando a floresta estiver em produção plena de madeira.

Sabetta acredita que nos próximos cinco anos, com o amadurecimento dos projetos de celulose que estão em andamento e o anúncio de novos, o mercado nacional possa dobrar e chegar a até 250 máquinas por ano.

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