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Juarez Morbini é eleito coordenador da Câmara de Agronomia do CREA-RS e defende valorização da profissão

Próxima etapa será a escolha do coordenador nacional


Foto: Divulgação

Engenheiro agrônomo com longa trajetória institucional, Juarez Morbini foi eleito para liderar os debates técnicos e estratégicos da Câmara em 2026. Próxima etapa será a escolha do coordenador nacional, em Brasília.

O engenheiro agrônomo Juarez Morbini Lopes foi eleito coordenador da Câmara Especializada de Agronomia do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA-RS) para o ano de 2026. O órgão é responsável por discutir temas centrais da regulamentação da profissão no estado. Com a eleição, Morbini também participará da reunião nacional do sistema CONFEA/CREA, de 28 a 30 de janeiro, em Brasília, quando será definido o novo coordenador federal da Câmara de Agronomia.

Com uma carreira marcada por forte atuação institucional, Morbini já presidiu a Coordenadoria Nacional das Câmaras de Agronomia (CCEAGRO) e coordenou comissões estratégicas no CREA-RS e no Congresso Brasileiro de Agronomia. Ex-professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), também já dirigiu o curso de Agronomia da instituição.

Defesa da profissão e diálogo com universidades

Ao assumir a coordenação da Câmara Regional, Morbini afirma que sua prioridade será ampliar a visibilidade da agronomia como profissão estratégica para o desenvolvimento econômico do país.

“Nós ainda não temos o hábito de comunicar com clareza a importância do engenheiro agrônomo na segurança alimentar, na sustentabilidade e na economia. Essa valorização precisa vir também com ações institucionais”, ressalta. Um dos focos da gestão será o diálogo com instituições de ensino. Morbini organiza há anos o encontro de coordenadores de cursos de agronomia das universidades gaúchas, aproximando academia e conselho profissional.

“A formação precisa estar em consonância com a legislação que regula o exercício profissional. Esse alinhamento garante que o engenheiro agrônomo atue com respaldo técnico e legal em todas as áreas permitidas”, explica.

Eventos técnicos e fiscalização

Entre as propostas da nova coordenação está a realização de simpósios e palestras voltadas à atualização técnica, com temas como mudanças climáticas, produção de alimentos seguros e inovação em tecnologias agrícolas. A ideia é envolver tanto profissionais quanto produtores rurais. “Vamos incentivar atividades que promovam troca de conhecimento. Também queremos reforçar a importância da fiscalização, sobretudo em temas sensíveis como o uso de herbicidas hormonais e a segurança da produção agrícola”, adianta.

Articulação nacional e defesa das atribuições

Na esfera federal, Morbini promete firmeza na defesa das prerrogativas da agronomia, diante do que considera “tentativas de outras profissões” de assumir atividades exclusivas dos engenheiros agrônomos. “Temos enfrentado contestações, como de zootecnistas que desejam atuar na produção animal e biólogos que questionam nossa atuação em sementes. Precisamos estar atentos e mobilizados para preservar o que é nosso por formação e por lei”, afirma.

Para isso, o novo coordenador defende articulação com parlamentares e representantes da Câmara Federal. “Se necessário, vamos buscar apoio político para garantir o respeito à legislação e à atuação ética dos nossos profissionais.”

ART como ferramenta de responsabilidade

Morbini também destaca a relevância da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que formaliza e respalda a atuação de engenheiros.

“A ART é o que assegura que o profissional está cumprindo seu papel com ética e responsabilidade técnica. É um instrumento de proteção tanto para o profissional quanto para a sociedade.”

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