Juiz condena 11 por caso Parmalat na Itália
Juiz de Milão condenou a penas de dez meses a 2,5 anos de prisão 11 envolvidos no escândalo da Parmalat
Um juiz de Milão condenou nesta terça-feira (28-06) a penas de dez meses a 2,5 anos de prisão 11 envolvidos no escândalo que acabou na falência da Parmalat.
Entre os condenados estão Stefano Tanzi e Giovanni Tanzi, respectivamente filho e irmão de Calisto Tanzi, o antigo proprietário da empresa.
O ex-diretor financeiro Fausto Tonna foi quem recebeu a maior pena (2,5 anos de cadeia), seguido pelo advogado Gian Paolo Zini (2 anos) e outro ex-diretor financeiro, Luciano Del Soldato.
Nenhum dos 11 condenados deve acabar na cadeia.
Tonna e Zini devem ter de prestar serviços sociais, e os outros nove condenados tiveram suas penas suspensas, em concordância com as leis italianas, por serem inferiores a dois anos de prisão.
Acordo
Os 11 chegaram a um acordo com a Justiça italiana, admitindo que houve irregularidades na gestão da Parmalat em troca de penas reduzidas.
Calisto Tanzi também tentou fazer um acordo, mas teve seu pedido recusado e deve ser levado a julgamento, assim como outros 15 executivos e três instituições financeiras.
O escândalo da Parmalat estourou em 2001, quando se soube que uma subsidiária na verdade não tinha quase 4 bilhões de euros (R$ 11,5 bilhões) depositados em uma conta corrente, apesar de a soma fazer parte da contabilidade da empresa.
Após a irrupção do escândalo, a Parmalat deu entrada a um pedido de falência.
Em seguida se soube que a empresa tinha uma dívida de mais de 13,2 bilhões de euros – oito vezes superior à que era estimada pelo mercado.
A empresa foi colocada sob administração pública e agora está sofrendo um profundo processo de reestruturação para tentar sobreviver.
A família Tanzi foi afastada de sua gestão.