Liderança estratégica ganha força em setores tradicionais
A diversidade surge como elemento essencial
A diversidade surge como elemento essencial - Foto: Canva
O debate sobre liderança se intensificou diante de um mercado pressionado por mudanças rápidas, novas tecnologias, exigências de ESG e um consumidor mais atento. Segundo Ingrid Lucena, diretora de Marketing da Corpvs Segurança, esse cenário evidencia a dificuldade de setores tradicionais em abandonar modelos operacionais e adotar uma liderança mais estratégica.
A liderança transformacional se destaca como um fator capaz de impulsionar esse movimento ao estimular o desenvolvimento de competências, ampliar a autonomia dos times e fortalecer o senso de propósito dentro das organizações. Baseada na confiança e não no controle, esse modelo promove mudanças que vão além dos resultados, alcançando a cultura e a identidade das empresas, além de abrir espaço para novas ideias e diferentes perfis na tomada de decisão.
A diversidade surge como elemento essencial para que essa transformação seja efetiva. Em áreas historicamente masculinas, como segurança, operações e o mercado financeiro, a presença feminina ainda é limitada. Dados da ANBIMA mostram que, apesar de representarem mais da metade da população brasileira, as mulheres ocupam pouco mais de um terço das vagas no setor financeiro e estão à frente de menos de 6% dos fundos do país. Barreiras culturais, estereótipos e desigualdades estruturais ajudam a explicar esse cenário.
Estudos globais indicam que empresas com maior diversidade em cargos de decisão apresentam melhor desempenho financeiro, maior capacidade de inovação e mais resiliência em momentos de crise. Nesse contexto, o desenvolvimento de talentos internos se consolida como estratégia de longo prazo, fortalecendo engajamento, produtividade e qualidade das decisões.
“No fim, transformar não é apenas atingir metas. Transformar é preparar o terreno para que outras pessoas possam ir além. Transformar é gerar futuro para a empresa, para os times e para a sociedade. E esse futuro começa por quem está no comando”, comenta.