Liderança sustentada com investimento em tecnologia
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Agronegócio

Liderança sustentada com investimento em tecnologia

Custo para lançar uma nova variedade no mercado pode chegar a US$ 100 milhões e levar até 10 anos
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O forte investimento em pesquisa, na área de melhoramento genético convencional ou então de biotecnologia aplicada à transgeníase, de certa forma explica a liderança norte-americana na produção de grãos. Enquanto nos Estados Unidos a multinacional Monsanto se prepara para lançar uma variedade de milho com oito eventos distintos, que protegem a planta contra pragas do solo, ervas daninhas e insetos, no Brasil a primeira geração do cereal geneticamente modificado (OGM) apenas começa a chegar às lavouras. Com apenas cinco plantas OGM liberadas para uso comercial, uma variedade de soja, outra de algodão e três de milho, pode-se dizer que a agricultura brasileira está a anos luz atrás dos EUA quando o assunto é biotecnologia.

O país ainda está na primeira geração dos transgênicos, variedades desenvolvidas com o propósito primeiro de reduzir custos de produção. É o caso da soja Roundup Ready, que reduz o gasto com herbicidas no controle, ou do milho e também do algodão Bt, que permitem um gasto menor na aplicação de inseticidas. A busca agora, explica David Russel, pesquisador da área de biotecnologia da Monsanto, é por características mais específicas, como maior rendimento por hectare e também por alimentos funcionais. “Um dos nossos objetivos é atender à expectativa do produtor, não apenas com a redução de custo, mas com ganho de produtividade. Isso é sustentabilidade, econômica e ambiental.”

Nos Estados Unidos, a Monsanto também desenvolve pesquisas direcionadas exclusivamente aos produtores brasileiros. A justificativa está na estrutura disponível na sede da empresa, mas considera os entraves legais ao trabalho científico no Brasil. Um dos eventos que estão sendo estudados para o mercado tupiniquim é a soja RR+Bt, com diferencial de produtividade. David Songstad, pesquisador de novos produtos da companhia, conta que cada evento colocado em planta exige 10 anos de pesquisa e um investimento médio de US$ 100 milhões.


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