Louis Dreyfus constrói indústria esmagadora de soja no Mato Grosso


Agronegócio

Louis Dreyfus constrói indústria esmagadora de soja no Mato Grosso

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Na carona da supersafra de soja que o Brasil está colhendo neste ano, e da que deverá colher no próximo, a Coinbra, do grupo francês Louis Dreyfus, está investindo R$ 200 milhões na construção de uma fábrica, na ampliação de outras duas e na compra e reforma de vagões e locomotivas para escoar a produção. "Nossa grande aposta é na América do Sul. Brasil e Argentina são nossas prioridades", diz o diretor da Coinbra, Thimoty Carter. A empresa, uma das maiores esmagadoras de soja do País, fatura cerca de US$ 1 bilhão e atua nos mercados de soja, café, citros, açúcar e algodão.

Com os investimentos, a capacidade de processamento da Coinbra no Brasil passa a da Argentina pela primeira vez. No Brasil, o esmagamento conjunto das unidades saltará de 7 mil para 12,5 mil toneladas de soja/dia. Na Argentina, onde possui a maior esmagadora do mundo, a capacidade industrial está estacionada em 12 mil toneladas por dia.

A fábrica que a Coinbra está construindo no Alto Araguaia (MT), a 420 quilômetros de Cuiabá, é a primeira inteiramente nova no País desde 1996, quando a Caramuru Óleos Vegetais construiu uma unidade em São Simão (GO). A Coinbra está investindo R$ 100 milhões na fábrica, que entrará em operação em janeiro de 2004, justamente em plena safra. O Mato Grosso é o maior estado produtor de soja, com safra de 13 milhões de toneladas.

Com isso, a Coinbra passa a contar com sete fábricas. As demais estão em Jataí (GO), Ponta Grossa e Londrina (PR), Cruz Alta (RS), Bataguaçu (MS) e Orlândia (SP).

A multinacional também está investindo para dobrar a capacidade de esmagamento das unidades de Jataí (GO) e Ponta Grossa (PR), que passarão a processar, respectivamente, 2 mil toneladas e 3 mil toneladas/dia. "A safra brasileira vem crescendo num ritmo alucinante. Temos que acompanhar esse ritmo." Em menos de sete anos, a produção brasileira saltou de 23,8 milhões (1996/97) para 42,4 milhões nesta safra, 78% a mais. Para 2003/04, a produção poderá chegar a 50,8 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Na ponta logística, a companhia está adquirindo vagões e reformando locomotivas que vão operar pela Ferronorte e pela América Latina Logística (ALL), no Sul. Carter não informou quantos vagões a empresa está comprando, mas rumores dão conta de que são 200 unidades.

Exportações à China

O primeiro navio com soja brasileira da safra 2002/03 acaba de ancorar na China, mas ainda não pode ser descarregado. Autoridades chinesas precisam emitir documentos dispensando a carga da quarentena. O navio de 55 mil toneladas está ancorado no porto de Qingdao.

No primeiro bimestre, a China importou 2,02 milhões de toneladas de soja, 91% maior em relação ao ano anterior. Do total, 90% vieram dos EUA, 9,5% do Brasil e o restante de outras origens. Neste mês, a China deve comprar entre 450 mil e 550 mil toneladas do Brasil. Juntas, importações do Brasil e dos EUA deverão ficar entre 1,6 milhão e 1,9 milhão de toneladas no mês de abril, informou a Dow Jones Newswires. Em 2002, o Brasil exportou 3,9 milhões de toneladas de soja, tornando-se o maior fornecedor do grão para o país, atrás apenas dos EUA.


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