Maiores usinas de álcool são da região de Ribeirão Preto, confirma Unica
A maior empresa de produção de álcool combustível no Brasil está na região de Ribeirão Preto. Entre as 10 maiores, seis são da região. Entre as 50 maiores, são 19; e entre as 100 maiores, 28. O quadro demonstra que a liderança histórica vem se mantendo, mesmo com a expansão da cana em outras áreas do país.
Os dados foram obtidos junto à União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e foi considerada a macrorregião de Ribeirão Preto, que abrange o total de 85 municípios, incluindo os localizados em torno de Araraquara, São Carlos, Franca, Ituverava, Barretos, Bebedouro e Jaboticabal.
Campeãs
No nordeste paulista, ficam a Usina São Martinho, de Pradópolis, primeira no ranking nacional, com produção de 336 milhões de litros; a quinta maior, Santaelisa Vale, de Sertãozinho, 257,5 milhões; a sexta, Usina Moreno, de Luís Antônio, 227,7 milhões; a sétima, Santaelisa Vale do Rosário, de Morro Agudo,
225 milhões; a oitava, Usina da Pedra, de Serrana,
209,3 milhões; e a décima, Usina Colorado, de Guaíra, com 197,7 milhões de litros.
Ainda não há informação definitiva sobre quanto o Brasil produziu em 2008, mas estima-se que ficou próximo de 25 bilhões de litros de álcool, com produto em estoque antes do início, em março, da nova safra no Centro-Sul. Em 2007, a produção foi de 22,5 bilhões para consumo interno de 17,3 bilhões e exportação de 3,5 bilhões de litros.
Analistas do mercado observam que havia um quadro de euforia em 2006, que diminuiu em 2007 e esfriou em 2008. Agora, o quadro sofre a influência da crise internacional, que fez desabar o preço do petróleo.
Consumo
Com isso, há menor perspectiva de exportação de álcool, que não deverá chegar a 8 bilhões de litros em 2010, como antes se esperava. Mas o consumo interno aumenta. No ano passado, 83% dos carros de passeio vendidos no Brasil foram do tipo flex.
Para atender a demanda interna, o Brasil estaria precisando de quase 250 novas usinas, com produção de mais 4,5 bilhões de litros, até meados da próxima década. Hoje existem cerca de 400 usinas em operação.
O maior problema para a expansão do setor hoje é a falta de crédito, não apenas para a produção de álcool, mas também visando à geração de energia com base no bagaço da cana-de-açúcar, providência considerada necessária para garantir o fornecimento de energia elétrica no Brasil nas próximas décadas.