O Brasil incluiu 35 novas fazendas na lista de propriedades habilitadas a exportar carne bovina para a União Européia (UE). Com a última atualização feita pelos europeus, a lista de fazendas conta agora com 364 propriedades certificadas, número duas vezes superior ao registrado no final de agosto. Na última semana do mês passado, o Brasil possuía 180 propriedades cadastradas em apenas cinco Estados. Nos últimos 30 dias, o número de fazendas dobrou e o Brasil conta agora com sete Estados.
De acordo com a última atualização, das 35 novas fazendas, dez estão localizadas em Minas Gerais, oito no Rio Grande do Sul, sete em Mato Grosso, cinco em São Paulo, quatro no Paraná e uma em Goiás. O Estado do Espírito Santo não incluiu mais nenhuma fazenda na lista e segue com 16 propriedades certificadas. Com a nova lista, Minas Gerais permanece como Estado que possui o maior número de fazendas habilitadas, 184 propriedades e participação de 50,5% do total.
Em segundo lugar aparece Goiás, com 63 (17,3%), seguido por Mato Grosso e Rio Grande do Sul, com 62 e 26 fazendas, respectivamente. Nas três últimas posições estão os Estados do Espírito Santo (16 fazendas), São Paulo (oito fazendas) e Paraná (cinco fazendas). O aumento do número de fazendas habilitadas para o bloco europeu tem coincidido com o aumento dos preços dos cortes de traseiro bovino, produto mais nobre e de maior valor, no mercado interno.
Com mais fazendas habilitas, a disponibilidade do produto no mercado doméstico diminui, já que a carne é destinada ao mercado externo, que paga mais pelo produto. O aumento dos preços coincide com a entrada das fazendas de São Paulo na lista habilitada. A primeira propriedade paulista foi incluída na lista européia na segunda semana de setembro. De lá para cá, a cotação média do quilo do traseiro passou de R$ 6,10 para R$ 6,56, uma valorização superior a 7,5% em apenas dez dias de negociação.
"É perceptível o efeito do número de fazendas com o aumento dos preços, basta ver a evolução do preço do traseiro no atacado. Há menos oferta destes cortes no mercado interno", afirma um corretor. Ele diz que a tendência é que o volume de animais para o mercado interno seja menor, já que estão sendo direcionados para as exportações.