Mais de 3 mil estudantes têm férias antecipadas pela gripe suína em SP

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Mais de 3 mil estudantes têm férias antecipadas pela gripe suína em SP

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SÃO PAULO - Três colégios de São Paulo anteciparam as férias escolares de julho depois que alunos tiveram a confirmação da gripe suína. Nesta segunda-feira, em São Paulo, foi a vez do Palmares engrossar a fila por conta de um registro da doença entre seus alunos. Os dois primeiros a anunciar a medida foram Pueri Domus e Magno . No total, 3.400 estudantes na capital paulista ficarão em casa uma semana antes do previsto.

No colégio Marista Dom Silvério, de Belo Horizonte, uma sala da 3ª série do ensino fundamental teve as aulas suspensas depois que a professora e dois alunos de 8 anos apresentaram sintomas da nova gripe. Até quarta-feira, a secretaria municipal de Belo Horizonte deve ter os laudos que confirmam ou não a doença. Se o exame der positivo, o colégio pode antecipar as férias, marcadas para 14 de julho, ou suspender as aulas por 12 dias.

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Segundo o infectologista David Uip, diretor do hospital Emílio Ribas, em São Paulo, foi notado um aumento no número de confirmações da gripe suína no Brasil depois do feriado de Corpus Christi. Muitos dos novos casos são de pacientes que tiveram o sintoma após viajar para a Argentina, que tem 1.118 casos da doença e é o país que registra o maior número de mortes provocadas pela gripe suína na América do Sul - sete, até o momento.

Nos três colégios paulistas, os estudantes apresentaram sintomas após viagem à Argentina. Também em Alagoas, que teve seu primeiro caso confirmado no domingo, o paciente esteve no país vizinho. No colégio de Belo Horizonte, um dos alunos com sintomas da doença esteve em Portugal e o outro, no interior da Argentina.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul anunciou que vai intensificar o controle na fronteira e de voos provenientes da Argentina . O estado teve quatro de seus sete casos confirmados vinculados a turistas vindos da Argentina e oito de seus 15 casos suspeitos até 15h desta segunda-feira. Porém, segundo o secretário Osmar Terra, não é necessário que as pessoas cancelem viagem ao país vizinho por causa da nova gripe.

- Seria exagero recomendar que as pessoas deixem de viajar para a Argentina. A taxa de letalidade da gripe suína está em 0,5%. É menor do que a da gripe comum, que é de 3% por causa das doenças respiratórias - afirma Terra.

Segundo ele, a gripe suína nem de longe alcança o risco imaginado inicialmente, semelhante ao da gripe aviária, cuja taxa de letalidade chegava a 63%.

Terra afirma que os turistas que seguirão para a Argentina nas férias de julho adotem apenas cuidados básicos, como evitar grandes aglomerações e higienizar as mãos com freqüência.

- A doença é de baixo risco - diz ele.

A despeito da baixa gravidade da doença, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul negocia com o Ministério da Saúde a criação de um observatório de Vigilância Sanitária na província de Posadas, na Argentina, com recursos federais e técnicos brasileiros. Em contrapartida, o governo argentino deve abrir um observatório em Porto Alegre. Segundo Terra, o acordo deve ser negociado em julho, durante visita do ministro José Gomes Temporão ao estado.

- Com a gripe suína, vamos desenvolver os instrumentos necessários para acompanhamento de doenças entre os países - explica Terra.

O secretário lembra que outras doenças, como a leishmaniose, tem entrado no Brasil via Argentina. Neste momento, o estado registra oito casos de leishmaniose em São Borja, na fronteira argentina, com mais de 300 cães sacrificados. De acordo com terra, a Argentina já tinha registros anteriores da doença na região. O mesmo ocorreu com a febre amarela, que chegou ao Brasil via Argentina.

Tanto Brasil quanto Argentina consideram que o maior risco de doenças, no entanto, está na proximidade com o Paraguai, que tem um sistema de saúde mais atrasado em relação aos demais países da região.

- Posadas é uma faixa de apenas 80 km de largura entre Paraguai e Brasil, à beira do Rio Paraná. Por isso é o local sugerido - diz Terra.

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