Manejo adequado de dejetos suínos é destaque no espaço temático do solos

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Manejo adequado de dejetos suínos é destaque no espaço temático do solos

Trabalho sobre boas práticas de manejo dos dejetos de suínos é um dos destaques do espaço temático de solos
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O trabalho que Emater/RS-Ascar e a Embrapa Suínos e Aves vem realizando, em parceria com a Prefeitura de Palmitinho, para orientação dos agricultores sobre boas práticas de manejo dos dejetos de suínos, é um dos destaques do espaço temático de solos, organizado pela Emater/RS-Ascar na Expofred 2018. Durante os cinco dias de Feira (27/04 a 01/05), que aconteceram no Parque de Exposições de Frederico Westphalen, os visitantes que passaram pelo espaço temático puderam conhecer mais sobre esse trabalho que vem gerando bons resultados pela região.

Na Expofred esse tema foi apresentado pelo técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Alex de Mello Rubin, e pela estudante de agronomia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Josiany Mara Lopes, que está analisando essa prática como trabalho do curso. "O município de Palmitinho conta com 110 suinocultores, é o segundo maior produtor do Estado. Isso gera bons resultados econômicos para o município, mas, ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade ambiental quanto à destinação dos dejetos", comentou Alex.

Decorrente do trabalho desenvolvido pela Emater/RS-Ascar e Embrapa foi implantada uma Unidade de Referência Técnica em Palmitinho e região para orientar boas práticas de manejo dos dejetos de suínos, com o objetivo de difundir as tecnologias sustentáveis. "O objetivo desse trabalho é analisar e avaliar a densidade dos dejetos suínos em granjas suinícolas no município de Palmitinho, para recomendação através de análises de solo, do volume de dejetos de suínos a ser aplicado por área, na adubação dos cultivos, sem poluir o meio ambiente", explicou Josiany.

Foram realizadas leituras de densidade de dez unidades de terminação suinícola. "Constatamos a baixa concentração de nutrientes nos dejetos dos suínos, o que diminui a qualidade dos dejetos para adubação. Ocorreu também aumento do custo da aplicação dos dejetos suínos como adubação, devido o transporte de maior volume de água ao invés de nutrientes minerais. Sabemos, portanto, que é indispensável o conhecimento da densidade dos dejetos para saber a quantidade de nutrientes minerais que está sendo utilizado na adubação. Da mesma forma, é fundamental a análise de solo para que possa ser feita a correta utilização dos nutrientes minerais que compõem o dejeto, isso evita excessos ou carências, contaminações ambientais do solo e da água", concluiu o técnico da Emater/RS-Ascar.

O Órgão Licenciador Ambiental de Palmitinho passou a exigir, a partir de março deste ano, para o licenciamento ambiental da suinocultura, análise de solo das áreas onde são aplicados os dejetos de suínos. A partir dessa análise, cada suinocultor sabe o volume que deve ser aplicado de dejetos em cada área, de acordo com a exigência de fósforo pelas espécies cultivadas e o limite máximo permitido. 

No espaço temático de solos, a Emater/RS-Ascar divulgou esse trabalho que vem gerando bons resultados em Palmitinho. Para incentivar a prática da análise de solo entre os produtores, a equipe montou uma estrutura para explicar a Lei do Mínimo, reforçando que um micro ou macro nutriente abaixo do limite pode comprometer a cultura e a produtividade.

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