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Mangicultura - Novas variedades estimularam crescimento


A mangicultura brasileira foi baseada até década de 60 em variedades nacionais, quando foi implantada a Haden, introduzida em 1931 dos EUA, que só adquiriu alguma importância comercial mais tarde. Segundo a pesquisadora Beatriz Sbrissa Lucafó, devido a susceptibilidade da Haden à seca da mangueira, que já havia dizimado as plantas Bourbon, procurou-se então novas cultivares que a substituísse. Foi então que despontou a Tommy Atkins, introduzida da Flórida em 1970, junto com muitas variedades.

A partir de 1980 com a obtenção de informações sobre a Tommy Atkins e outras variedades americanas nas condições de São Paulo, foi que ela ganhou importância comercial. Desde então, junto com a Keitt têm sido as variedades mais plantadas.

Com o aumento de interesse pela exportação, crescente desde 1980, a Tommy Atkins se mostrou bastante adequada a esse fim, devido a sua maior tolerância a antracnose.

No Nordeste, os plantios extensivos e tecnificados, principalmente no Vale do São Francisco, a partir de 1980 também foram baseados na Tommy Atkins, substituindo as antigas variedades.

Segundo Beatriz, a concorrência das produções do Vale do São Francisco com a produção e exportação paulista; a concentração da época de produção e problemas que apareceram afetando a Tommy Atkins, tais como a mal-formação, podridão do caroço e desenvolvimento excessivo das plantas, faz com que a pesquisa continue seu trabalho em busca de novas variedades.

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