Mapa apreende arroz ilegal no RS
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Agronegócio

Mapa apreende arroz ilegal no RS

Suspeita é que cargas da cultivar Puitá tenham sido contrabandeadas da Argentina
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A apreensão de duas cargas de arroz da variedade Puitá em São Gabriel e Uruguaiana pelo Ministério da Agricultura (Mapa) revelou um esquema de distribuição ilegal de grãos no Rio Grande do Sul. Por meio de denúncia anônima, a operação obteve 180 mil quilos de sementes que estavam à venda para utilização na próxima safra, provavelmente contrabandeadas da Argentina. Segundo o superintendente do Mapa/RS, Francisco Signor, a variedade não tinha autorização para uso no Brasil e o caso já foi repassado à Polícia Federal. "Não podemos admitir isso. O episódio da soja transgênica nos deu esse ensinamento de que temos todas as condições de trabalhar de forma disciplinada." A ação integra uma ofensiva do Mapa contra a pirataria de sementes no RS, sugerida pelo próprio ministro Reinhold Stephanes. "Ele pediu controle e trabalho com rigor e disse que o Estado é onde temos maiores problemas", informou.

Apesar de haver relatos sobre o uso da Puitá em safras anteriores, só no dia 17 de julho deste ano a multinacional Basf obteve autorização do Mapa para comercializar as sementes aos produtores brasileiros. A Puitá é uma variedade mutagênica resistente ao herbicida que controla o arroz vermelho. Segundo informações extraoficiais, a cultivar teria sido rejeitada no Uruguai.

Embora a variedade tenha obtido a liberação no Brasil, o plantio dos grãos vindos da Argentina é ilegal e ocasionará uma nova cruzada pela cobrança de royalties no Rio Grande do Sul. Para a próxima safra, o produtor já encontrará sementes legais para o plantio. De acordo com o presidente da Apassul, Narciso Barison Neto, a Basf disponibilizará 20 mil sacas para quatro distribuidoras do Estado.

Segundo estimativa da Apassul, 60% das sementes utilizadas para o cultivo no RS não têm origem definida. "Destas, praticamente todas são ilegais", explica. Ele aponta que a presença do Puitá no RS vem desde o ano passado. "O que entendemos é que é um malefício para o produtor, pois quando ele não paga pela genética, as empresas deixam de investir nessa área", pondera o dirigente.


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