Mato Grosso mantém a maior taxa de crescimento das exportações brasileiras

Agronegócio

Mato Grosso mantém a maior taxa de crescimento das exportações brasileiras

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Mato Grosso sobe mais uma posição no ranking dos maiores exportadores brasileiros e ocupa agora a sexta colocação. O Estado responde por 6,45% do total das vendas externas do país e mantém a maior taxa de crescimento nacional, enquanto as demais unidades da Federação, em maio, registraram variação negativa. O superávit na balança comercial já acumula US$ 3,34 bilhões, valor 27% maior do que o apresentado no mesmo período do ano passado, correspondendo a 36% do saldo comercial do país. Em maio, as exportações estaduais foram de US$ 873,65 milhões.

A Ásia e a União Européia continuam como os principais destinos dos produtos mato-grossenses, respondendo por 46% e 36% do total exportado, respectivamente. A China, com 30% individualmente, lidera o ranking, seguida da Holanda (10%), Espanha (6%) e Reino Unido (4%). “Mesmo com a crise, é possível visualizar para Mato Grosso um cenário de crescimento econômico, em função da forte correlação entre as exportações e o PIB (Produto Interno Bruto) estadual, já que as vendas externas representam mais de 30% do valor adicionado”, avalia o presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), Mauro Mendes.

Para o assessor técnico de Comércio Exterior da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Paulo Henrique Cruz, a sexta posição de Mato Grosso no ranking dos principais exportadores também representa as ações de incentivo à industrialização. “A política do governo atual, por meio da Sicme, em incentivar importação de máquinas e outros insumos utilizados na cadeia produtiva do agronegócio, foi de fundamental importância para aquecer o comércio exterior”.

As importações estaduais acumulam US$ 235,24 milhões, queda de 44% em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais fornecedores externos foram, pela ordem, os Estados Unidos com 22,6%, a Alemanha com 22% e a Rússia com 18%, seguidos de diversos outros com menores participações. De acordo com o assessor econômico da Fiemt, Carlos Vitor Timo, os ‘ganhos cambiais’ já acumulam expressivos R$ 1,42 bilhão. “Porém, esse panorama encontra-se ameaçado pela cotação média do dólar, abaixo de R$ 2,00, que se persistindo, irá reduzir a compensação pelo câmbio da queda das cotações internacionais dos produtos da pauta estadual, fato que já preocupa o setor exportador de nossa economia”.

SOJA - As exportações de soja-grão e derivados totalizaram, até maio deste ano, US$ 2,76 bilhões, um aumento de 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O complexo soja responde por 75% do total das exportações estaduais. O valor exportado de soja-grão de US$ 2,11 bilhões, contra US$ 1,70 bilhão do ano passado, apresentou crescimento de 24% em valor e aumento ainda mais significativo de 41,5% na quantidade física, dado a queda de 12% no preço internacional do produto. A China, a Espanha e a Holanda, são os principais destinos das vendas de soja-grão, com 49%, 10% e 8% respectivamente.

As vendas de farelo também registraram incrementos de 19,8% em valor e de 23,5% em volume físico, já atingindo 1,5 milhões de toneladas, mesmo com a redução de 3% no preço internacional. A Holanda, a Tailândia, a França e a Espanha, são os principais mercados para o produto, com 29,7%, 17% e 10%, respectivamente. O óleo de soja persiste com queda de 9,4% no faturamento, mesmo com aumento de 44,8% no volume embarcado, mais uma vez explicado pela queda de 37% no preço internacional. A Venezuela e a França são os principais clientes, com 9,8% e 8,1%, respectivamente.

As exportações de glicerina, subproduto da fabricação de biodiesel, continuam com crescimento expressivo em volume de embarques, porém também registram queda no faturamento, por conta da redução de 78% na cotação média internacional. A China é o principal destino e responde por 22% das vendas físicas. As vendas de lecitina voltaram a crescer, tanto em volume quanto em valor, com o aumento de 48% no preço externo. Mato Grosso respondeu, isoladamente, por 44,4% das exportações de soja-grão do país, por 29,7% do farelo de soja, por 27,3% do óleo de soja e por 13% de glicerina.

CARNES - As exportações de carnes, acumuladas até maio, apresentaram queda de 18,7% em valor e 4,9% em volume estimulada, principalmente, pela carne bovina, que diminuiu em 29,7% e 11,4%, respectivamente, devido a retração no crédito internacional e outros problemas financeiros do setor neste ano. As carnes de frango e suína, ao contrário, registram aumentos tanto em valor quanto em volume. A suína cresceu 13% em faturamento e 67% em volume, mesmo com a retração nos preços internacionais. A gripe mexicana não prejudicou as vendas de carne suína mato-grossense.

A Rússia é o principal mercado das carnes bovina e suína de Mato Grosso, respondendo por 32% e 79%, respectivamente. A carne de frango, ao contrário, tem um número bem mais amplo de países importadores, com maior participação da Venezuela, isoladamente, com 46,7%. Mato Grosso é responsável por 12,7% do total exportado de carne bovina do país, por 3% da carne de frango e por 4,6% da carne suína. “Isso mostra bem nosso imenso potencial de crescimento, quando da maturação dos grandes projetos da indústria frigorífica, ora em implantação em nosso Estado”, enfatiza o assessor econômico da Fiemt.

MADEIRA – As vendas externas do segmento florestal continuam em forte retração, de mais de 52% neste ano. As dificuldades do setor impactaram na queda no faturamento e reduções expressivas nos volumes embarcados. “Tais resultados estão sendo influenciados pela crise internacional, especialmente no mercado imobiliário americano, além dos fatores sazonais”, explica Timo. A China é o principal mercado, com 23% do volume embarcado.

MILHO, ALGODÃO, COURO E MINERAIS - As exportações desse grupo de produtos somadas apresentaram aumento de 53%, comparado com o mesmo período do ano passado. O grande destaque foi o milho, com aumento de 152% em quantidade e 135,5% em valor, mesmo com a queda de 6,6% na cotação média do produto. As vendas externas de algodão também tiveram incremento de 16% em valor e 21% em volume, dado a redução de 4,3% na cotação internacional do produto.

No caso do couro, a forte queda de 70,9% no preço gerou uma redução de 37,5% no faturamento, mesmo com o aumento de mais de 114,6% no volume físico exportado. Nas vendas de minerais, destaque para o ouro, que representa 95,5% do valor total do grupo. Mato Grosso respondeu por 51,7% das vendas externas de milho, por 64,7% de algodão e por 14,1% das exportações de couro, do país, no período.


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