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Mato Grosso registra novo recorde nas exportações


Os números das exportações estaduais no mês de maio são os maiores de todos os tempos e somam US$ 321 milhões. No acumulado dos primeiros cinco meses de 2004, a balança comercial soma pouco mais de US$ 1 bilhão, ou, 41,5% maior que o mesmo período de 2003.

O salto nas vendas externas reflete a evolução de vários produtos da pauta como madeira, carne e o complexo soja (grão, farelo e óleo). Com uma média de 42% de crescimento mês a mês neste ano, o setor começa a revisar números e acreditar que as exportações fechem 2004 entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões. Volume acima dos 15% projetados no início do ano.

Apesar de expressar cerca cautela, o secretário de Indústria, Industria, Comércio, Mineração e Energia (Sicme), Alexandre Furlan, enfatizou que no ritmo que as exportações mato-grossenses está se desenvolvendo, "é certo ultrapassarmos as cifras de US$ 2,5 bilhões".

O assessor especial de Comércio Exterior da Sicme, Maurílio Galesso e o coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Gavur Kirst, levaram em consideração a evolução dos primeiros cinco meses deste ano e avaliam como possível as cifras de US$ 3 bi até o final de 2004.

"Se isso acontecer, teremos registrado, no final do ano, um incremento de 40% em relação aos US$ 2,1 bi do ano passado. Nosso referencial é a evolução média deste ano em torno de 40%", explica Kirst. Galesso aponta que em cifras a média das exportações tem sido de US$ 200 mil/mês.

Mas o coordenador salienta que esta projeção terá mais consistência com o balanço do primeiro semestre, que deverá ser divulgado no início da segunda quinzena de julho.

Mesmo com a greve da Receita Federal, as cifras do mês passado se igualam ao registrado durante todo o ano de 1993, quando Mato Grosso exportou cerca de US$ 330 milhões. "Em 2004 o recorde de faturamento era o mês de março com US$ 298 mil. Outro fator que poderá aumentar as expectativas de fechamento das exportações é que há 10 anos, os meses de agosto e setembro (considerados picos), registram os maiores volumes de vendas do ano", observa Kirst.

O coordenador do CIN diz que neste ano um diferencial abastece as projeções de expectativas positivas, "muitos setores estão mostrando competência com o desenvolvimento de campanhas de marketing para a promoção internacional de seus produtos. Os cotonicultores são um exemplo desta atitude e colhem resultados. Hoje podemos dizer que há um maior equilíbrio entre os produtos da pauta, um está mantendo o outro, mas os picos serão motivados pela madeira, algodão e soja". Para Kirst um dos exemplos mais recentes dos resultados do marketing é a evolução nas vendas de carne suína (+ 1400%) "é um início de crescimento e prova que a conquista de mercado está acontecendo e será mantida", argumenta.

Galesso acrescenta que entre setembro e outubro as exportações estaduais repercutirão em cifras, os resultados das visitas que a missão estadual realizou na China e no Japão, no final do mês passado.

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